30.5.08

Pelas nossas filhas

São maioritariamente raparigas, pouco interessadas em política ou religião, fogem da Matemática, metade não tem computador em casa, vão mais a pé para a escola e muitas pertencem a famílias monoparentais. Este é o retrato dos estudantes que chegam ao Secundário. É preocupante.

29.5.08

O blog gémeo

da MONO descobri-o hoje num email enviado pela Cláudia, depois de ter lido sobre a petição com chamada de primeira página do jornal Metro. Praticamente todos os jornais e a SIC e a RTP falaram da Petição de Apoio a Famílias Monoparentais. Este momento marca agora o arranque da MONO maior, mais fortalecida e cheia de energia. Inscreveram-se mais membros no grupo do Yahoo e as ideias não páram de surgir!
A Petição vai continuar a angariar assinaturas
O encontro de famílias monoparentais está para breve
A venda de roupa a preço simbólico vai ajudar-nos a angariar os fundos necessários. Para que fique claro, como pediu a Ana Rita no comentário a este post, haverá uma "fusão" dos dois projectos num só!
Obrigada a toda(o)s

28.5.08

Por enquanto está tudo calmo,

amanhã vamos começar a ouvir as reacções ao aumento do Abono de Família para monoparentais. Antes das críticas, deixo aqui a resposta, um trecho de um artigo publicado em Abril:
Os conservadores querem conservar a família tradicional, assente no cabeça de casal, sem divórcio e com a permanência da mulher em casa. Mas há um pequeno problema. Esta família não pode ser conservada pelo simples facto de que já não existe, ou é apenas uma possibilidade entre muitas outras na pluralidade de formas de vida familiar (famílias com ambos os pais a trabalhar, famílias monoparentais, famílias reconstituídas, etc.). Pretender favorecer, de um ponto de vista político e legislativo, um modelo que já não existe significaria discriminar a generalidade das famílias portuguesas. João Cardoso Rosas, Professor de Teoria Política in Diário Económico, 9 de Abril

Aumento do abono de família para monoparentais

O Decreto entra em vigor no dia 1 de Julho. As famílias monoparentais que não tenham apresentado prova de rendimentos devem apresentar um documento que comprove o seu agregado familiar como monoparental. São considerados agregados monoparentais os que tenham a cargo crianças e jovens com um ascendente ou colateral até ao segundo grau de parentesco: mãe ou pai, avô ou avó, tio ou tia, primo ou prima, cunhado ou cunhada. Clique no título para ler a notícia.

26.5.08

Petição Online

A petição de apoio a famílias monoparentais foi hoje entregue por via electrónica ao Parlamento. Ao todo, 212 cidadãos e cidadãs subscreveram correctamente o texto da petição. Obrigada a todos! Relembro o que se pede: - majoração do Abono de Família em 50% por cada filho, baseado na condição de haver apenas um titular de rendimentos em presença no agregado familiar, duplicando as suas obrigações económicas - capitação das contribuições para a Segurança Social de acordo com os rendimentos e despesas do agregado familiar, no limite de 5% de incidência sobre o rendimento mensal do titular - acesso directo a subsídios de apoio social escolar e bolsas de estudo, com base numa fórmula de cálculo da capitação específica para as famílias monoparentais - possibilidade de alterar os elementos fornecidos a entidades de protecção social, em caso de desemprego, diminuição dos rendimentos ou aumento de despesas, diminuindo os riscos de pobreza e acedendo aos apoios existentes em função das necessidades imediatas - bonificação dos créditos habitação e incentivo a arrendamento para famílias monoparentais, em articulação com o Instituto Nacional de Habitação e as autarquias - possibilidade do progenitor ou tutor com o(s) menor(es) à sua guarda não exercer actividade assalariada, recebendo apoio financeiro do Estado correspondente ao ordenado mínimo nacional - aplicação efectiva de regimes de trabalho em part-time para quem tem os filhos à sua guarda, salvaguardando a autonomia do progenitor e garantindo o acompanhamento dos dependentes e o seu bem-estar - criação de um serviço de apoio aos agregados monoparentais, integrado no Sistema Nacional de Saúde e articulado com a Segurança Social, prestando serviços de mediação familiar, acompanhamento psicológico, de saúde em geral e de acção social - isenção de taxas de justiça nos processos de regulação do poder paternal e de alteração desta regulação, com acompanhamento directo e fiscalização da Comissão de Protecção de Menores da comarca e do Procurador do Ministério Público - pagamento das pensões de alimentos devidas a menores por desconto no ordenado e/ou rendimentos do progenitor pagante, evitando o incumprimento - activação imediata dos fundos de garantia do Estado em caso de incumprimento do dever de prestação de pensão de alimentos a menor(es)

Relacionamento com avós, tios e outro lado da família

Os avós têm todo o direito a ver os netos, está consagrado na lei. Os tios e primos, no entanto, não são considerados. Mas mais importante do que o que está consagrado na lei, importa saber que relações familiares terão as crianças das famílias monoparentais? Depois de uma separação, como funcionam os encontros com o outro lado da família? Tudo depende do relacionamento que ficou para trás. E tudo depende do que é necessário para o futuro. Todas as crianças têm direito a ter uma família, é um princípio universal. Uma família que se interesse por ela e que a proteja, que lhe demonstre atenção e carinho, que a oriente nas suas escolhas, que a conforte nos maus momentos e que lhe dê um apoio incondicional preenchendo aqueles espaços onde o pai ou a mãe não substituem outros laços familiares. As crianças sabem ver quem é o tio ou a tia, os primos, os avós e tantos outros que partilham o seu crescimento com alegria. Por vezes, é muito difícil conciliar o relacionamento com a família da criança. A mãe e o pai não estão juntos e a família tende a tomar partidos. É bom fazer ver aos familiares que a criança continua a precisar deles, continua a precisar de uma estrutura familiar. Mesmo que surja algum distanciamento ao início, os avós são avós para sempre, os tios e tias, os primos e primas também e nem o pai nem a mãe têm o direito de interromper estes relacionamentos, a menos que estes relacionamentos sejam obviamente prejudiciais para o desenvolvimento físico e mental da criança. Pessoalmente, investi sempre no relacionamento com o lado paterno. Derrubar os obstáculos emocionais e conseguir estabelecer uma conversa racional e amistosa é um bom princípio. Colocar a criança no centro da questão, deixando de lado os conflitos é o único objectivo dos dois lados e é isso que importa fazer ver. Mesmo que nos afecte emocionalmente, mesmo que para isso tenhamos que a levar a casa dos avós, mesmo que para isso ponhamos de lado os planos para aqueles sábado no parque, etc, etc. Se todos os pais e mães pensassem mais nos filhos do que em si próprios, todos seríamos mais felizes.

23.5.08

Menos de 3 euros por dia

Até Fevereiro, a Segurança Social contabilizou 1.612.284 beneficiários do Abono de Família. O primeiro-ministro anunciou o aumento de 25% para 900.000 famílias. Vamos lá às contas... outra vez!
Mais de metade dos beneficiários irá receber o aumento (???), sobram 712.284 beneficiários
Desde o ano 2000 , os titulares de abono de família são uma média de 1.804.861, tendo este número vindo a diminuir até 2007. Do ano passado para este verifica-se um ligeiro aumento motivado, a meu ver, pela instituição do abono pré-natal. Seria mesmo interessante verificar quantos titulares existem por escalão, uma vez que só se consegue ver o total. O problema que se coloca é: se metade dos beneficiários vão receber o aumento, isto significa que metade dos beneficiários recebe entre 0 a 11 mil euros anuais de rendimento no seu agregado familiar. Se se tratar de um casal com dois filhos e rendimento de 11 mil euros, isto significa que cada membro da família ( descontado metade do rendimento para as despesas mensais de habitação, etc) fica com cerca de 114 euros. Por dia, cada um dos elementos desta família dispôe de 3 euros e 86 cêntimos, no melhor dos cenários. Conclusão: mesmo que esta família venha a receber o aumento de 25%, na realidade a distribuição pelos 4 membros da família representa um acréscimo de apenas 68 cêntimos/dia, o que soma 4,5 euros/dia. No pior dos cenários, a inexistência de rendimentos, o aumento corresponde em géneros alimentares a 3 papo-secos. Alguém vai ficar com fome...

21.5.08

Hoje o Governo tomou a decisão de

reforçar os apoios às famílias mais carenciadas e àquelas que mais seriamente sentem as dificuldades desta conjuntura internacional adversa. Embora a margem de manobra orçamental seja reduzida os resultados obtidos permitem hoje esta opção: o Governo decidiu aumentar em 25% o valor do abono de família para o primeiro e para o segundo escalões e que incluem as famílias de menores rendimentos. Trata-se de uma medida que atingirá cerca de 900 000 beneficiários já a partir do segundo semestre deste ano. A nossa opção é clara: com este apoio pretendemos dar mais a quem mais precisa – as famílias de mais baixos rendimentos e com menores a cargo que são aquelas que são mais atingidas com a actual situação. Traduzido em miúdos, a partir de Julho, os abonos serão aproximadamente de:
1º escalão passa de 32€ para 40€ = rendimentos inferiores a 5.000€ em 2006
2º escalão passa de 27€ para 34€ = rendimentos inferiores a 11.000€ em 2006
Agora vamos todos acreditar que sim, tendo em conta que os abonos deste ano ainda não foram actualizados e já vamos em Maio; os rendimentos que permitem aceder ao primeiro e segundo escalão são irrealistas, para se pertencer ao primeiro escalão e receber 40€ por mês, terá que se ganhar no máximo 357€ mensais...menos do que o subsídio de desemprego porque as contas são feitas a 14 meses e o subsídio a 12!; no segundo escalão, só se pode receber até cerca de 700€ por mês...portanto, limitam a classe média logo á partida, todos os que ganham mais de 700€ mensais não terão direito; e, finalmente, a majoração de 20% para os monoparentais anunciada em Janeiro continua em "banho-maria". Isto é investir nas famílias ou investir na pobreza? É que por este andar todos chegarão ao segundo e ao primeiro escalão. As contas da Segurança Social permitiram os aumentos, então aumentem os outros escalões porque a base do cálculo é tão miserável e irrealista que só vai tapar os buracos até a situação das famílias abrir uma grande cratera. As contas da Segurança Social indicam uma receita de mais de 5 milhões de euros nos últimos três meses e quer agora o governo fazer-nos crer que o Abono de Família vai subir de uma forma extraordinária! Sim, serão mais 120 milhões mas, Em 31 de Março de 2008 o saldo da execução do orçamento do Sistema de Segurança Social na óptica de Contabilidade Pública, no valor de € 919,6 milhões de, reflecte um acréscimo de € 447,3 milhões, isto é, mais 94,7% relativamente a igual período do ano anterior. É fazer as contas, senhores!

A Família na Europa

A cada 30 segundos há um casamento que se desfaz. Os dados são do Instituto de Política Familiar, parceiro da União Europeia. Entre outros números: 4,3% das famílias na Europa dos 27 são monoparentais. Do total, 27,7% são solteiros que vivem sós, ou seja, 1 em cada 4 casas, mais de 54 milhões de pessoas são solteiras. O número de casais sem filhos é superior ao dos casais com filhos. Dá que pensar como irão progredir as taxas de natalidade, já que tudo aponta para que cada vez se tenha filhos mais tarde, os 30 anos são a idade média em países como a Alemanha e 50% das famílias tem apenas um filho.
Metade dos países da UE têm um Ministro da Família mas, a Comissão Europeia encerrou o Observatório da Família há quatro anos... Por cada 13 euros destinados a políticas sociais, somente 1 é para a família. As diferenças entre países que dão prioridade aos assuntos de família colocam Portugal a dar muito pouco apoio às famílias. A média europeia é de 500 €, nós investimos 168€, muito longe dos mais de 2.000 € do Luxemburgo, país onde vive uma larga maioria de portugueses emigrados. As restrições impostas no nosso país impedem muitas famílias de ter acesso aos apoios sociais. Em 2007, Portugal não aumentou o apoio às famílias, enquanto na Polónia houve um aumento de quase 50%. Tendo em conta que o investimento na família está directamente relacionado com o aumento da natalidade e com a pobreza, temos menos filhos e as crianças estão cada vez mais pobres.
No início deste mês, a Comissão Europeia anunciou que vai apresentar uma nova Agenda Social antes das férias do Verão. A realidade social e o exemplo irlandês estão a marcar os novos objectivos. Se Portugal não avançar, a Europa vai acabar por impôr novas políticas sociais de apoio à família.

20.5.08

Pobres, mal amadas e maltratadas

O estudo do Conselho Nacional de Educação divulgado hoje é alarmante. Dos 0 aos 3 anos cada vez mais crianças frequentam o pré-escolar, o que significa um investimento grande mas também uma necessidade das famílias que cada vez trabalham mais e não têm tempo para cuidar dos filhos. No geral, o estudo aponta conclusões de há muito conhecidas: o trabalho de ambos os pais e o crescimento das famílias monoparentais são realidades que precisam de outra atenção. A escola não pode, nem deve substituí-los. A falta de referências leva as crianças, isoladas à frente da televisão, a um desenvolvimento deficiente tanto motor como ao nível da personalidade e do raciocínio. As políticas públicas melhoraram mas agora temos quase 2 milhões de crianças pobres. Já aqui tinha dito isto (o estudo vai buscar dados conhecidos): vale a pena apoiar as famílias em termos económicos e financeiros, de horários de trabalho reduzidos, de melhores salários, de redução da carga fiscal, de aumento dos abonos de família sem olhar a idades (uma criança mais velha precisa de livros embora já não precise de fraldas!!!), de apoio a associações que passam a vida á espera de verbas que nunca mais chegam; em termos sociais e ambientais, de abertura das escolas aos pais, de apoio aos professores e à escola com técnicos de várias áreas e funcionários com contratos justos e bem pagos, de apoio domiciliário às famílias, de actividades desportivas e espaços de lazer ao ar livre, de estradas com vias para bicicletas; e não vale a pena argumentar que não é possível, na Irlanda funcionou. "Para educar uma criança é preciso uma aldeia inteira" - João dos Santos, pedagogo

19.5.08

Isa - mãe, família monoparental, avó de uma bebé de 2 meses, muitas bocas para alimentar, prostituta

Diário de Notícias Prostituta foi assassinada e abandonada numa garagem ISALTINA PADRÃO Várias fotografias de Isilda Maria Ferreira Dias estampadas em cartazes, ladeados de flores e velas, na Av. António José de Almeida, Lisboa, prestam homenagem a esta prostituta assassinada na noite de 8 de Maio e cujo corpo foi encontrado apenas na madrugada de sábado. Nove dias após ter sido morta à facada por um cliente, a PJ disse a familiares e amigos que Isa estava irreconhecível. Numa primeira versão, e até à data, julgou-se que Isa, de 36 anos, teria sido morta na rua Barão Sabrosa, onde o assassino, já detido, reside. Mas ao DN, Manuela, uma amiga íntima da vítima e responsável pela organização da homenagem, garantiu que, ao que parece, "a coisa é mais macabra". "A PJ disse-me que a Isa foi encontrada numa garagem em frente às bombas da BP do Areeiro, onde um colchão todo ensanguentado indica que o corpo dela esteve ali durante nove dias", conta revoltada Manuela. "Uma mulher por ser prostituta não deixa de ser um ser humano e ninguém tem o direito que lhe ceifar a vida", adianta à medida que a sua ira vai aumentando. Foi aliás, Manuela e um outra amiga de Isa que conduziram a PJ ao local onde o assassino se encontrava na madrugada de sábado. Confrontadas pela Judiciária com uma foto do indivíduo a levantar dinheiro, pertencente alegadamente à vítima, num Multibanco, as duas amigas reconheceram-no e conduziram as autoridades até ao Bingo Panda, na Avenida de Paris. Pelas 03.15, o homem terá abandonado aquele espaço em direcção à Barão Sabrosa. Ao perceber que estava a ser perseguido pela polícia, terá tentado despistar as autoridades que, contudo, o conseguiram travar. Já na directoria da PJ, o cliente de Isa confessou, por escrito, tê-la assediado com cem euros, matando-a uma hora após ter estado com ela. Depois da confissão, o assassino conduziu a PJ ao local do crime, a garagem. Quem desconhece esta versão da história é Dora, de 18 anos; Raquel, de 16; Débora, de cinco - filhas de Isa. E ainda Jorge e Luís Dias, dois dos seus quatro irmão. Era para dar de comer a toda esta gente que vivia consigo, num rés-do-chão do Bairro do Ourives, que Isa se prostituía. A sua neta, com menos de dois meses e filha de Dora era mais uma boca a alimentar com o dinheiro que Isa arranjava. Foi aliás Dora que na madrugada de sábado viveu, passo a passo, a angústia de não saber o que tinha acontecido à mãe. Manuela ligou-lhe por volta das 05.00. "Disse-me que a PJ a tinha informado que a minha mãe estava num hospital mais morta do que viva". A partir daí, seguiram-se uma série de telefonemas contraditórios. Ora Isa estava no hospital, ora se encontrava bem, ora havia a indicação que a PJ "infelizmente" a tinha encontrado. Foi então que Dora e o resto da família temeram que o pior tivesse acontecido. E aconteceu. Tudo depois de pelas 23.00 de dia 8 de Maio, Isa ter saído da zona do Instituto Superior Técnico - onde trabalhava -, com um homem baixo, entroncado, de barba serrada, que usava boné e roupas largas tipo dread. "Olhem pela minha carrinha. Volto já, este é o meu último serviço", pediu Isa às amigas. Mas não voltou e foi de facto o seu último serviço.|

18.5.08

Já temos datas!

para a venda de roupa ao preço simbólico de um euro. As propostas são dia 31 de Maio ou 21 de Junho, a primeira na véspera do Dia da Criança, a segunda no dia em que começa o Verão, as duas ao Sábado Para participar basta entrar em contacto poremail. Instruções abaixo. Aceitam-se propostas para outros locais!

17.5.08

Que vergonha...

este artigo de opinião sobre a crise da família tradicional, um chorrilho de argumentos completamente desfasados do tempo em que vivemos. Ataca todas as famílias que não sejam de pai, mãe e filhos num único agregado familiar. Defende o regresso ao passado, aos valores (que valores, o da hipocrisia ou o da dependência da mulher face ao marido??), ao noivado (os casamentos estão em queda mas as uniões de facto aumentam), enfim, custa a crer que haja uma senhora a defender "se as mulheres ainda têm um pouco de amor pelos filhos, a lembrança do que eles vão sofrer pode ser um travão às suas leviandades e desvarios".

15.5.08

Viva nós!

Hoje é o Dia Internacional da Família. Parabéns aos pais, mães e filho(a)s das famílias monoparentais!

12.5.08

Iniciativas MONO

Meninas e meninos Estou a recolher contactos para uma venda de roupa em 2ª mão por um euro a peça. A ideia é: em vez de darmos pura e simplesmente a roupa que já não serve aos nossos filhos, podemos angariar fundos para a criação da MONO-Associação de Famílias Monoparentais, um projecto de que já vos falei. Contactem outras mães e pais para os recrutar para esta causa e para divulgarem a venda. Então, aqui ficam as orientações: Primeiro, vamos separar a roupa que iríamos oferecer. Segundo, escolher a que vamos separar para a venda da MONO e a que já tem destino, normalmente para irmãos ou primos "herdeiros" naturais Terceiro, dividir por camisolas, t-shirts, casacos, sapatos em sacos diferentes. Quarto, encontrarmo-nos para organizar a venda em Lisboa e no Porto (aceitam-se propostas de outros locais) Quinto, definir um espaço para a venda (eu vou disponibilizar um espaço em minha casa e tenho charriots com cabides que vou colocar) Sexto, divulgar por email, msn, telefone, boca-a-boca, referindo que cada peça custa 1€ ou melhor 1 MONO para não se falar em dinheiro) e para quem reverte Sétimo e último, dia da venda, trazer amigos e ajudar O que acham? As(os) interessadas(os) podem aceder através do Yahoo Groups ou por email. Em breve, divulgo a data da venda, conto convosco!

7.5.08

Saber dizer "não" e saber dizer "sim"

Quantas vezes deparamos com situações em que hesitamos entre dizer sim e dizer não? Numa família monoparental o tempo é escasso, as responsabilidades são a dobrar e normalmente só há uma cabeça para pensar e decidir. É preciso ter alguma ponderação antes de responder seja o que for. Ser solidário e responsável é saber recusar e saber aceitar, dizer "Sim" e dizer "Não" em situações específicas. Se não sabe o que responder, diga que vai pensar nisso e depois dará uma resposta. Não se sobrecarregue com tarefas impossíveis, aceite as ajudas que lhe derem. Se tiver dúvidas, páre e pense bem antes de decidir.

2.5.08

Novos valores do abono de família

Os aumentos saíram hoje. No meu caso, são mais 75 cêntimos por mês, praticamente o preço de um pacotinho de leite com chocolate na escola da minha filha...