25.11.08

Divorciados vão pagar mais impostos!

Atenção, quem paga pensão de alimentos vai deixar de poder deduzir a totalidade no IRS. O Governo prepara-se para impôr uma dedução de apenas 20% com o argumento da disparidade entre casados e separados. Esquecem-se é que os separados têm uma vida para recomeçar com todas as despesas que isso implica. Esquecem-se que das 200 mil famílias monoparentais, poucas recebem pensões altas, a maioria anda a contar os tostões. É inacreditável que agora queiram prejudicar quem contribui para os filhos! Melhor ainda, a pressão da Associação de Famílias Numerosas ganha assim força com a justificação de que feitas as contas, mais valia os casais divorciarem-se! Ridículo!

16.11.08

Audiência na Assembleia da República 2

Apesar de não termos as mil assinaturas necessárias na petição, a Comissão de Ética, Sociedade e Cultura decidiu ouvir os problemas das famílias monoparentais. Com documentos, estatísticas e com a petição,naturalmente, as deputadas do Partido Socialista que integram a comissão decidiram ouvir-nos. Dos outros partidos ninguém compareceu. Importante também foi a presença da Presidente da Sub-comissão para a Igualdade de Oportunidades e Família, Mª do Rosário Carneiro. Ou seja, a MONO foi ouvida apesar de ainda não ser uma organização formada. Discutimos a vulnerabilidade das famílias monoparentais, a responsabilidade parental em caso de separação ou divórcio, a economia familiar e as suas dificuldades, a necessidade de acompanhar estas famílias. O alerta está dado, até porque haverá um relatório sobre esta audiência que será dado a conhecer aos outros elementos da Comissão de Ética, Sociedade e Cultura. Pessoalmente, penso que a MONO deve agora organizar-se, reunir pessoas e avançar. Esta semana ainda vou contactar as famílias monoparentais que me escreveram para o email. Peço-vos que saiam do anonimato e escrevam também. Havemos de arranjar tempo para nos encontrarmos.

28.10.08

Audiência na Assembleia da República

Meninas e meninos
Quinta-feira, dia 30 de Outubro, pelas 15 h, vou ter um audiência por causa da petição. Se me quiserem fazer companhia (e puderem, claro!) espero á porta.

30.9.08

Electronicamente entregue

a petição de apoio a famílias monoparentais. Ontem, finalmente, o Parlamento aceitou a nossa petição que por estar online parece que deu alguma confusão, já a tinha enviado em Maio... Tem o número 519/X/4ª e pode sempre ser alterada, ou seja, assinada por mais gente. O link está aqui em baixo na página.

16.9.08

Percentagens

Este ano a Acção Social Escolar é atribuída consoante o escalão do Abono de Família, ou seja:
no 1º escalão os alunos recebem financiamento total apenas nas refeições
no 2º escalão os alunos recebem metade das despesas com alimentação
no 3º escalão recebem um computador portátil gratuito e banda larga a 15€ por mês...
Isto nem me chocava se não fossem os valores monetários e morais que se colocam. Para estar no 1º escalão uma família ganha cerca de 237 € por mês, no 2º escalão aufere 474 € por mês, no 3º escalão recebe 712 €. O Governo diz que são 700 mil beneficiários nos 1º e 2º escalão, isto é, famílias com 8 a 16 euros por dia, isto é, pobres ou carenciadas. Melhor (ou pior) ainda já que no país inteiro são cerca de 1 milhão e oitocentas mil famílias a receber abono... No 3º escalão, o da classe média-baixa, oferecem um computador portátil, para não dizer que o Governo não investe na educação, mas cobram a banda larga a 15€/mês. Ou seja, se eu recebo 30 € de abono, metade vai para a banda larga??? Em relação à Acção Social Escolar, baseada apenas no IRS sem dedução de despesas como era antes, acredito que muitas famílias fiquem sem direito. Não acredito que traga mais transparência. No caso das famílias monoparentais que tinham uma dedução de 20% sobre essas despesas, deixaram de ter direito. O Governo deu-nos 20% de majoração no Abono de Família para tirar na Acção Social Escolar.

15.9.08

Entrevista de trabalho

- Precisamos de si para um horário de 13 horas. Se quiser, é seu. - 13 horas? - Ainda lhe posso arranjar uma Direcção de Turma e fica com 15 horas. - E como pagam? - Trabalhamos com recibos verdes, são 9€ a hora. Eu faço-lhe as contas... - Isso é muito pouco e a recibos verdes... - Ainda lhe posso arranjar umas turmas EFA e CEF... - Cursos nocturnos? - Sim... Sem comentários!

5.9.08

Regresso ás aulas

Mais um ano lectivo mais uma dor-de-cabeça, aliás duas: os livros caríssimos e voltar ou não a ter trabalho. Para os livros, como estou no terceiro escalão do abono de família não tenho direito, embora desempregada e monoparental; para o trabalho, a ver vamos... Entretanto, deixo aqui o link para o Clube dos Livros onde se podem adquirir manuais usados a 3 ou 4 euros. Também se pode vender. Já encomendei dois e com os portes de correio ficaram em 20,98€, vale a pena!

28.7.08

De férias

Depois de um ano de escrita e de lobbie pelas famílias monoparentais, sei que fiz um esforço sobrehumano para as capacidades que possuo. Respondi a inúmeros pedidos de ajuda, divulguei informações que julgo serem importantes, despertei assuntos que insistem em permanecer na sombra das nossas guerras pessoais, contactei muita gente, mobilizei pais e mães, pelo menos online. O objectivo da associação continua de pé mas faltam os e as associado(a)s. Pensem no assunto, deêm o que puderem dar de vosso para juntarmos pessoas suficientes. Esta é uma altura em que a maioria de nós vai de férias, eu também já fui e vou voltar a ir. Não se esqueçam da MONO! Eu não me esqueço e sei que até Setembro temos tempo para nos encontrarmos. Usem o email, o grupo ou os comentários do blog. A quem me lê desejo umas óptimas férias.

8.7.08

CONFIRMEM JUNTO DA SEGURANÇA SOCIAL

que o vosso agregado familiar é considerado monoparental! A Segurança Social está a verificar todas as famílias monoparentais, podem aceder pelos serviços da Segurança Social Directa online e confirmar a vossa situação.

7.7.08

Seis meses depois

MAJORAÇÃO DO ABONO DE FAMÍLIA NAS FAMÍLIAS MONOPARENTAIS O montante do Abono de Família é majorado em 20%, quando se trate de agregados familiares monoparentais constítuidos por: - Crianças e jovens com direito ao abono de família que vivam em economia familiar com um único parente ou afim em linha recta ascendente ou em linha colateral, até ao 2.º grau, ou equiparado. - Grávidas a partir da 13.ª semana de gestação com direito ao abono de família pré-natal, que vivam isoladamente ou em economia familiar apenas com crianças e jovens titulares de abono de família. Estas são as condições, o abono tem retroactivos a 1 de Abril, ou seja, este mês recebe-se o restante de Abril, Maio e Junho relativo aos 20% de aumento.

4.7.08

Barrigas de Amor

A MONO vai estar presente no evento "Barrigas de Amor", este Domingo, 6 de Julho a partir das 9h. Estaremos na tenda 7 das Associações a divulgar a nossa associação. Contamos com uma visita vossa! Contamos ainda com a ajuda que puderem dar! Este ano, as "barrigas" vão estar no Parque dos Poetas em Oeiras, entre as 10h e as 20h. Até lá!

1.7.08

Venda em Setembro

Estamos a organizar uma nova venda de roupa para Setembro, por isso, peço-vos que vão separando peças de Inverno, contamos com elas e com todos e todas as monoparentais em data a anunciar brevemente! Agradeço pessoalmente à Acreditar que nos ofereceu ontem uma série de roupas num gesto de solidariedade entre associações. Obrigada.

29.6.08

Férias repartidas

Chegam as férias e as famílias monoparentais dividem o tempo de descanso pelo pai, pela mãe, pelos avós, pelos tios e tias. No meu caso, só decidimos agora como vai ser e sem obrigações de datas fixas. Infelizmente, nem todos terão esta situação de acordo amigável e as crianças sujeitam-se às vontades e disponibilidades dos adultos. Acima de tudo, aproveitem o Verão que aí vem para reforçar laços, aproximarem-se dos vossos filhos e descansar.

25.6.08

Subsídios sociais maternidade, paternidade e adopção

O Decreto foi publicado hoje. A partir de agora, toda(o)s terão direito ao subsídio mesmo que estejam desempregada(o)s.

22.6.08

272,50€

Foi quanto angariámos na venda! Agora já podemos registar a MONO e continuar o projecto. Obrigada a todas e todos os que contribuíram com roupas e com o seu tempo para esta causa! A quem não pôde estar presente: haverá mais oportunidades, sabemos como é difícil ter tempo e independência para participar nestas causas. Agora já sabem, vão guardando a roupa para a próxima venda e com tempo chegaremos lá. Guardem e recolham o que puderem, depois havemos de nos organizar melhor e angariar muitos mais fundos para a MONO!

16.6.08

Dia 21 está quase!

O dia da venda de roupa a favor da MONO é já no Sábado. Esta semana é preciso recolher todas as roupas, por isso, peço que quem puder entregue na loja Trocas & Baldrocas (Murtal-Parede) e quem quiser entregar-me pessoalmente contacte-me para o email. Para os atrasados, apareçam no sábado e levem o que tiverem que havemos de nos arranjar... Obrigada a todos!

14.6.08

Precisamos de pensar seriamente nestes casos

Criança presenciou o pai matar mãe à facada 02h00m Susana Otão Jornal de Notícias Um homem, de 46 anos, esfaqueou até à morte, na Rinchoa (Sintra), a mulher, de 41, defronte do filho menor. A vítima tinha pedido o divórcio há cerca de um mês, mas o marido não aceitou e acabou por matá-la. Gonçalo, de apenas 10 anos de idade, assistiu à morte da mãe, infligida pelo próprio pai que, com uma faca, a golpeou várias vezes no tórax, nas costas e no peito. A criança apercebeu-se da violência da discussão entre os progenitores e os gritos da mãe levaram-no a chamar o irmão mais velho, que dormia num dos quartos do 6º direito, do nº 28 da Rua Casal da Serra, na Rinchoa. Quando chegaram à cozinha, era tarde demais e a mãe já se encontrava ensanguentada no chão. As tentativas de reanimação realizadas pelo INEM revelaram-se infrutíferas e o homicida acabou por ser detido pouco depois, ainda em casa, sem qualquer resistência. Foi ouvido no tribunal de Sintra e ficou em prisão preventiva. O menor foi de imediato acompanhado por uma equipa de psicólogos e, por agora, ficará a cargo do irmão mais velho e de um tio. Ontem, o dia era de pesar na casa da família Leitão e, no prédio onde viviam, os vizinhos não escondiam a consternação. Ao JN, o irmão da vítima, Albino Alves, lamentou a atitude do cunhado, que já havia sido operado três vezes devido a um tumor. "Não lhe tenho raiva. Sofro, porque não vou voltar a ver a minha irmã e os meus sobrinhos ficam sem mãe", disse Albino Alves, entre lágrimas. O irmão da vítima confidenciou que a sua irmã tinha pedido o divórcio ao marido, mas que ele não tinha aceite bem a ideia. "Ela queria o divórcio porque ele bebia muito e ela estava infeliz. Já há muito tempo que discutiam e ontem ele voltou a beber e depois de outra discussão aconteceu aquilo", relatou, para deixar um apelo: "Espero que todas as mulheres vejam este exemplo. Quando pensarem em pedir o divórcio aos seus maridos aconselho-as a saírem logo de casa sob pena de virem a ser mortas como a minha irmã". O filho mais velho do casal, Ruben, de 20 anos preferiu não falar ao JN. Visivelmente agastado, tentava arrumar a casa, ainda com marcas da ocorrência do crime, e tentava organizar o lar para ele e os irmãos menores. "Calma", apelavam os vizinhos que ia tocando à sua porta para o reconfortar. Ruben acenava em jeito de agradecimento mas muito triste. Lilia Marcinschi vive há dois anos no apartamento do lado. Abalada, disse apenas que o homicida "era uma pessoa normal, apesar de beber muito". Quanto à vítima, emoção no lamento: "Era uma boa mãe".

13.6.08

Fórum de discussão

O Fórum está aberto a partir de hoje! Podem falar de tudo com todos. Registem-se!

2ª reunião MONO

Este sábado vamo-nos encontrar novamente! Objectivos:
Juntar o grupo Definir os estatutos da futura associação Organizar a venda de dia 21 de Junho Organizar a presença nas "Barrigas de Amor", dia 6 de Julho
Estão todos(as) convidados(as)! Apareçam na Trocas e Baldrocas (ver endereço abaixo) por volta das 19h ou antes se vos der mais jeito.

9.6.08

Complemento do Abono de Família nos Açores

O Governo Regional dos Açores decidiu dar um complemento ao Abono de Família em todos os escalões. No primeiro escalão, o complemento é de 12 euros e nos outros depende dos rendimentos apresentados. Estão de parabéns os governantes açoreanos mas... e há sempre um "mas":
Então nos Açores é possível decidir um aumento para todos os seis escalões e no Continente o aumento é só para os dois primeiros escalões??? Parece-me injusto e anti-constitucional. Nós somos do mesmo país, devemos ter os mesmos direitos.

6.6.08

Domingo dia 8 Junho reunião da Associação

Caras Amigas e Amigos, Preciso saber ao certo quem vem no Domingo á primeira reunião da Associação de Familias Mono Parentais? Vamos conviver, ver as peças que já foram angariadas para a venda, por isso MENINAS e MENINOS, TOCA A JUNTAR OS ARTIGOS QUE QUEREM DOAR PARA A VENDA, e tragam SÁBADO. Assim domingo já poderemos separar e preparar a venda. Vamos tambem conversar sobre a associação, estipular responsabilidades, organizar eventos possiveis, etc etc. Podem trazer os filhotes caso não consigam alguém para ficar com eles, mas teremos que nos revezar para cuidar. Sempre consegui uma sala grande na Sociedade do Murtal aqui ao lado da loja. O ponto de encontro é na loja ás 18h45 no Domingo. Confirmem-me por telefone ou email ou pessoalmente até amanhã. Beijos Cláudia Emails: familiasmonoparentais@gmail.com familiamonoparental@gmail.com Tel: 21 453 45 07 / 93 840 01 36 Rua Cláudio Lagrange, nº 369 2775-082 Parede - Murtal

3.6.08

1ºs passos da MONO

No dia 8 de Junho, este Domingo, vamos ter a primeira reunião. Para nos conhecermos, para levar as roupas para a venda e para conhecer um psicólogo que vai colaborar com a MONO. No dia 14, Sábado, teremos segunda reunião. Esta é já para organizar tudo para a venda! Não se esqueçam de promovê-la entre os vossos contactos! A MONO-Famílias Monoparentais Online vai promover uma venda de roupa de criança em segunda mão no dia 21 de Junho (Sábado). Cada peça terá o preço simbólico de 1€.
Peço-vos duas coisas: se tiverem roupa e sapatos que iriam oferecer, ficaremos muito satisfeitas de a vender nesse dia e, se quiserem comprar coisas boas e bem conservadas, apareçam! Pedimos a ajuda dos voluntários para vender (confirmem se podem).
A roupa pode ser entregue directamente a mim em Algés(enviem email a combinar) ou na loja Trocas e Baldrocas, até ao dia anterior:
Trocas e Baldrocas Rua Cláudio Lagrange Parede - Murtal (ESTORIL) tels. 21 453 45 07 ou 93 840 01 36 Até breve!

1.6.08

O divórcio é um dos acontecimentos mais traumáticos da vida

Clique no link para ler mais sobre este assunto num estudo da Universidade do Minho. Os autores dizem que o processo de divórcio começa muito antes da separação, é um processo emocional de conflito, a mulher é na maioria dos casos quem toma a decisão, trata da papelada e num terço dos casos tem uma nova relação. Quanto à guarda dos filhos, a mãe é dominante. As visitas do pai são semanais ou mensais e mais de 40% não paga a pensão de alimentos. Aliás, é nestes casos que o conflito permanece e as relações entre os ex-cônjuges se deterioram. A falta de apoio económico é tida como factor de fragilidade emocional e social. Mesmo assim, após a separação, 80% das mulheres consideram-se mais felizes. Dá que pensar...

30.5.08

Pelas nossas filhas

São maioritariamente raparigas, pouco interessadas em política ou religião, fogem da Matemática, metade não tem computador em casa, vão mais a pé para a escola e muitas pertencem a famílias monoparentais. Este é o retrato dos estudantes que chegam ao Secundário. É preocupante.

29.5.08

O blog gémeo

da MONO descobri-o hoje num email enviado pela Cláudia, depois de ter lido sobre a petição com chamada de primeira página do jornal Metro. Praticamente todos os jornais e a SIC e a RTP falaram da Petição de Apoio a Famílias Monoparentais. Este momento marca agora o arranque da MONO maior, mais fortalecida e cheia de energia. Inscreveram-se mais membros no grupo do Yahoo e as ideias não páram de surgir!
A Petição vai continuar a angariar assinaturas
O encontro de famílias monoparentais está para breve
A venda de roupa a preço simbólico vai ajudar-nos a angariar os fundos necessários. Para que fique claro, como pediu a Ana Rita no comentário a este post, haverá uma "fusão" dos dois projectos num só!
Obrigada a toda(o)s

28.5.08

Por enquanto está tudo calmo,

amanhã vamos começar a ouvir as reacções ao aumento do Abono de Família para monoparentais. Antes das críticas, deixo aqui a resposta, um trecho de um artigo publicado em Abril:
Os conservadores querem conservar a família tradicional, assente no cabeça de casal, sem divórcio e com a permanência da mulher em casa. Mas há um pequeno problema. Esta família não pode ser conservada pelo simples facto de que já não existe, ou é apenas uma possibilidade entre muitas outras na pluralidade de formas de vida familiar (famílias com ambos os pais a trabalhar, famílias monoparentais, famílias reconstituídas, etc.). Pretender favorecer, de um ponto de vista político e legislativo, um modelo que já não existe significaria discriminar a generalidade das famílias portuguesas. João Cardoso Rosas, Professor de Teoria Política in Diário Económico, 9 de Abril

Aumento do abono de família para monoparentais

O Decreto entra em vigor no dia 1 de Julho. As famílias monoparentais que não tenham apresentado prova de rendimentos devem apresentar um documento que comprove o seu agregado familiar como monoparental. São considerados agregados monoparentais os que tenham a cargo crianças e jovens com um ascendente ou colateral até ao segundo grau de parentesco: mãe ou pai, avô ou avó, tio ou tia, primo ou prima, cunhado ou cunhada. Clique no título para ler a notícia.

26.5.08

Petição Online

A petição de apoio a famílias monoparentais foi hoje entregue por via electrónica ao Parlamento. Ao todo, 212 cidadãos e cidadãs subscreveram correctamente o texto da petição. Obrigada a todos! Relembro o que se pede: - majoração do Abono de Família em 50% por cada filho, baseado na condição de haver apenas um titular de rendimentos em presença no agregado familiar, duplicando as suas obrigações económicas - capitação das contribuições para a Segurança Social de acordo com os rendimentos e despesas do agregado familiar, no limite de 5% de incidência sobre o rendimento mensal do titular - acesso directo a subsídios de apoio social escolar e bolsas de estudo, com base numa fórmula de cálculo da capitação específica para as famílias monoparentais - possibilidade de alterar os elementos fornecidos a entidades de protecção social, em caso de desemprego, diminuição dos rendimentos ou aumento de despesas, diminuindo os riscos de pobreza e acedendo aos apoios existentes em função das necessidades imediatas - bonificação dos créditos habitação e incentivo a arrendamento para famílias monoparentais, em articulação com o Instituto Nacional de Habitação e as autarquias - possibilidade do progenitor ou tutor com o(s) menor(es) à sua guarda não exercer actividade assalariada, recebendo apoio financeiro do Estado correspondente ao ordenado mínimo nacional - aplicação efectiva de regimes de trabalho em part-time para quem tem os filhos à sua guarda, salvaguardando a autonomia do progenitor e garantindo o acompanhamento dos dependentes e o seu bem-estar - criação de um serviço de apoio aos agregados monoparentais, integrado no Sistema Nacional de Saúde e articulado com a Segurança Social, prestando serviços de mediação familiar, acompanhamento psicológico, de saúde em geral e de acção social - isenção de taxas de justiça nos processos de regulação do poder paternal e de alteração desta regulação, com acompanhamento directo e fiscalização da Comissão de Protecção de Menores da comarca e do Procurador do Ministério Público - pagamento das pensões de alimentos devidas a menores por desconto no ordenado e/ou rendimentos do progenitor pagante, evitando o incumprimento - activação imediata dos fundos de garantia do Estado em caso de incumprimento do dever de prestação de pensão de alimentos a menor(es)

Relacionamento com avós, tios e outro lado da família

Os avós têm todo o direito a ver os netos, está consagrado na lei. Os tios e primos, no entanto, não são considerados. Mas mais importante do que o que está consagrado na lei, importa saber que relações familiares terão as crianças das famílias monoparentais? Depois de uma separação, como funcionam os encontros com o outro lado da família? Tudo depende do relacionamento que ficou para trás. E tudo depende do que é necessário para o futuro. Todas as crianças têm direito a ter uma família, é um princípio universal. Uma família que se interesse por ela e que a proteja, que lhe demonstre atenção e carinho, que a oriente nas suas escolhas, que a conforte nos maus momentos e que lhe dê um apoio incondicional preenchendo aqueles espaços onde o pai ou a mãe não substituem outros laços familiares. As crianças sabem ver quem é o tio ou a tia, os primos, os avós e tantos outros que partilham o seu crescimento com alegria. Por vezes, é muito difícil conciliar o relacionamento com a família da criança. A mãe e o pai não estão juntos e a família tende a tomar partidos. É bom fazer ver aos familiares que a criança continua a precisar deles, continua a precisar de uma estrutura familiar. Mesmo que surja algum distanciamento ao início, os avós são avós para sempre, os tios e tias, os primos e primas também e nem o pai nem a mãe têm o direito de interromper estes relacionamentos, a menos que estes relacionamentos sejam obviamente prejudiciais para o desenvolvimento físico e mental da criança. Pessoalmente, investi sempre no relacionamento com o lado paterno. Derrubar os obstáculos emocionais e conseguir estabelecer uma conversa racional e amistosa é um bom princípio. Colocar a criança no centro da questão, deixando de lado os conflitos é o único objectivo dos dois lados e é isso que importa fazer ver. Mesmo que nos afecte emocionalmente, mesmo que para isso tenhamos que a levar a casa dos avós, mesmo que para isso ponhamos de lado os planos para aqueles sábado no parque, etc, etc. Se todos os pais e mães pensassem mais nos filhos do que em si próprios, todos seríamos mais felizes.

23.5.08

Menos de 3 euros por dia

Até Fevereiro, a Segurança Social contabilizou 1.612.284 beneficiários do Abono de Família. O primeiro-ministro anunciou o aumento de 25% para 900.000 famílias. Vamos lá às contas... outra vez!
Mais de metade dos beneficiários irá receber o aumento (???), sobram 712.284 beneficiários
Desde o ano 2000 , os titulares de abono de família são uma média de 1.804.861, tendo este número vindo a diminuir até 2007. Do ano passado para este verifica-se um ligeiro aumento motivado, a meu ver, pela instituição do abono pré-natal. Seria mesmo interessante verificar quantos titulares existem por escalão, uma vez que só se consegue ver o total. O problema que se coloca é: se metade dos beneficiários vão receber o aumento, isto significa que metade dos beneficiários recebe entre 0 a 11 mil euros anuais de rendimento no seu agregado familiar. Se se tratar de um casal com dois filhos e rendimento de 11 mil euros, isto significa que cada membro da família ( descontado metade do rendimento para as despesas mensais de habitação, etc) fica com cerca de 114 euros. Por dia, cada um dos elementos desta família dispôe de 3 euros e 86 cêntimos, no melhor dos cenários. Conclusão: mesmo que esta família venha a receber o aumento de 25%, na realidade a distribuição pelos 4 membros da família representa um acréscimo de apenas 68 cêntimos/dia, o que soma 4,5 euros/dia. No pior dos cenários, a inexistência de rendimentos, o aumento corresponde em géneros alimentares a 3 papo-secos. Alguém vai ficar com fome...

21.5.08

Hoje o Governo tomou a decisão de

reforçar os apoios às famílias mais carenciadas e àquelas que mais seriamente sentem as dificuldades desta conjuntura internacional adversa. Embora a margem de manobra orçamental seja reduzida os resultados obtidos permitem hoje esta opção: o Governo decidiu aumentar em 25% o valor do abono de família para o primeiro e para o segundo escalões e que incluem as famílias de menores rendimentos. Trata-se de uma medida que atingirá cerca de 900 000 beneficiários já a partir do segundo semestre deste ano. A nossa opção é clara: com este apoio pretendemos dar mais a quem mais precisa – as famílias de mais baixos rendimentos e com menores a cargo que são aquelas que são mais atingidas com a actual situação. Traduzido em miúdos, a partir de Julho, os abonos serão aproximadamente de:
1º escalão passa de 32€ para 40€ = rendimentos inferiores a 5.000€ em 2006
2º escalão passa de 27€ para 34€ = rendimentos inferiores a 11.000€ em 2006
Agora vamos todos acreditar que sim, tendo em conta que os abonos deste ano ainda não foram actualizados e já vamos em Maio; os rendimentos que permitem aceder ao primeiro e segundo escalão são irrealistas, para se pertencer ao primeiro escalão e receber 40€ por mês, terá que se ganhar no máximo 357€ mensais...menos do que o subsídio de desemprego porque as contas são feitas a 14 meses e o subsídio a 12!; no segundo escalão, só se pode receber até cerca de 700€ por mês...portanto, limitam a classe média logo á partida, todos os que ganham mais de 700€ mensais não terão direito; e, finalmente, a majoração de 20% para os monoparentais anunciada em Janeiro continua em "banho-maria". Isto é investir nas famílias ou investir na pobreza? É que por este andar todos chegarão ao segundo e ao primeiro escalão. As contas da Segurança Social permitiram os aumentos, então aumentem os outros escalões porque a base do cálculo é tão miserável e irrealista que só vai tapar os buracos até a situação das famílias abrir uma grande cratera. As contas da Segurança Social indicam uma receita de mais de 5 milhões de euros nos últimos três meses e quer agora o governo fazer-nos crer que o Abono de Família vai subir de uma forma extraordinária! Sim, serão mais 120 milhões mas, Em 31 de Março de 2008 o saldo da execução do orçamento do Sistema de Segurança Social na óptica de Contabilidade Pública, no valor de € 919,6 milhões de, reflecte um acréscimo de € 447,3 milhões, isto é, mais 94,7% relativamente a igual período do ano anterior. É fazer as contas, senhores!

A Família na Europa

A cada 30 segundos há um casamento que se desfaz. Os dados são do Instituto de Política Familiar, parceiro da União Europeia. Entre outros números: 4,3% das famílias na Europa dos 27 são monoparentais. Do total, 27,7% são solteiros que vivem sós, ou seja, 1 em cada 4 casas, mais de 54 milhões de pessoas são solteiras. O número de casais sem filhos é superior ao dos casais com filhos. Dá que pensar como irão progredir as taxas de natalidade, já que tudo aponta para que cada vez se tenha filhos mais tarde, os 30 anos são a idade média em países como a Alemanha e 50% das famílias tem apenas um filho.
Metade dos países da UE têm um Ministro da Família mas, a Comissão Europeia encerrou o Observatório da Família há quatro anos... Por cada 13 euros destinados a políticas sociais, somente 1 é para a família. As diferenças entre países que dão prioridade aos assuntos de família colocam Portugal a dar muito pouco apoio às famílias. A média europeia é de 500 €, nós investimos 168€, muito longe dos mais de 2.000 € do Luxemburgo, país onde vive uma larga maioria de portugueses emigrados. As restrições impostas no nosso país impedem muitas famílias de ter acesso aos apoios sociais. Em 2007, Portugal não aumentou o apoio às famílias, enquanto na Polónia houve um aumento de quase 50%. Tendo em conta que o investimento na família está directamente relacionado com o aumento da natalidade e com a pobreza, temos menos filhos e as crianças estão cada vez mais pobres.
No início deste mês, a Comissão Europeia anunciou que vai apresentar uma nova Agenda Social antes das férias do Verão. A realidade social e o exemplo irlandês estão a marcar os novos objectivos. Se Portugal não avançar, a Europa vai acabar por impôr novas políticas sociais de apoio à família.

20.5.08

Pobres, mal amadas e maltratadas

O estudo do Conselho Nacional de Educação divulgado hoje é alarmante. Dos 0 aos 3 anos cada vez mais crianças frequentam o pré-escolar, o que significa um investimento grande mas também uma necessidade das famílias que cada vez trabalham mais e não têm tempo para cuidar dos filhos. No geral, o estudo aponta conclusões de há muito conhecidas: o trabalho de ambos os pais e o crescimento das famílias monoparentais são realidades que precisam de outra atenção. A escola não pode, nem deve substituí-los. A falta de referências leva as crianças, isoladas à frente da televisão, a um desenvolvimento deficiente tanto motor como ao nível da personalidade e do raciocínio. As políticas públicas melhoraram mas agora temos quase 2 milhões de crianças pobres. Já aqui tinha dito isto (o estudo vai buscar dados conhecidos): vale a pena apoiar as famílias em termos económicos e financeiros, de horários de trabalho reduzidos, de melhores salários, de redução da carga fiscal, de aumento dos abonos de família sem olhar a idades (uma criança mais velha precisa de livros embora já não precise de fraldas!!!), de apoio a associações que passam a vida á espera de verbas que nunca mais chegam; em termos sociais e ambientais, de abertura das escolas aos pais, de apoio aos professores e à escola com técnicos de várias áreas e funcionários com contratos justos e bem pagos, de apoio domiciliário às famílias, de actividades desportivas e espaços de lazer ao ar livre, de estradas com vias para bicicletas; e não vale a pena argumentar que não é possível, na Irlanda funcionou. "Para educar uma criança é preciso uma aldeia inteira" - João dos Santos, pedagogo

19.5.08

Isa - mãe, família monoparental, avó de uma bebé de 2 meses, muitas bocas para alimentar, prostituta

Diário de Notícias Prostituta foi assassinada e abandonada numa garagem ISALTINA PADRÃO Várias fotografias de Isilda Maria Ferreira Dias estampadas em cartazes, ladeados de flores e velas, na Av. António José de Almeida, Lisboa, prestam homenagem a esta prostituta assassinada na noite de 8 de Maio e cujo corpo foi encontrado apenas na madrugada de sábado. Nove dias após ter sido morta à facada por um cliente, a PJ disse a familiares e amigos que Isa estava irreconhecível. Numa primeira versão, e até à data, julgou-se que Isa, de 36 anos, teria sido morta na rua Barão Sabrosa, onde o assassino, já detido, reside. Mas ao DN, Manuela, uma amiga íntima da vítima e responsável pela organização da homenagem, garantiu que, ao que parece, "a coisa é mais macabra". "A PJ disse-me que a Isa foi encontrada numa garagem em frente às bombas da BP do Areeiro, onde um colchão todo ensanguentado indica que o corpo dela esteve ali durante nove dias", conta revoltada Manuela. "Uma mulher por ser prostituta não deixa de ser um ser humano e ninguém tem o direito que lhe ceifar a vida", adianta à medida que a sua ira vai aumentando. Foi aliás, Manuela e um outra amiga de Isa que conduziram a PJ ao local onde o assassino se encontrava na madrugada de sábado. Confrontadas pela Judiciária com uma foto do indivíduo a levantar dinheiro, pertencente alegadamente à vítima, num Multibanco, as duas amigas reconheceram-no e conduziram as autoridades até ao Bingo Panda, na Avenida de Paris. Pelas 03.15, o homem terá abandonado aquele espaço em direcção à Barão Sabrosa. Ao perceber que estava a ser perseguido pela polícia, terá tentado despistar as autoridades que, contudo, o conseguiram travar. Já na directoria da PJ, o cliente de Isa confessou, por escrito, tê-la assediado com cem euros, matando-a uma hora após ter estado com ela. Depois da confissão, o assassino conduziu a PJ ao local do crime, a garagem. Quem desconhece esta versão da história é Dora, de 18 anos; Raquel, de 16; Débora, de cinco - filhas de Isa. E ainda Jorge e Luís Dias, dois dos seus quatro irmão. Era para dar de comer a toda esta gente que vivia consigo, num rés-do-chão do Bairro do Ourives, que Isa se prostituía. A sua neta, com menos de dois meses e filha de Dora era mais uma boca a alimentar com o dinheiro que Isa arranjava. Foi aliás Dora que na madrugada de sábado viveu, passo a passo, a angústia de não saber o que tinha acontecido à mãe. Manuela ligou-lhe por volta das 05.00. "Disse-me que a PJ a tinha informado que a minha mãe estava num hospital mais morta do que viva". A partir daí, seguiram-se uma série de telefonemas contraditórios. Ora Isa estava no hospital, ora se encontrava bem, ora havia a indicação que a PJ "infelizmente" a tinha encontrado. Foi então que Dora e o resto da família temeram que o pior tivesse acontecido. E aconteceu. Tudo depois de pelas 23.00 de dia 8 de Maio, Isa ter saído da zona do Instituto Superior Técnico - onde trabalhava -, com um homem baixo, entroncado, de barba serrada, que usava boné e roupas largas tipo dread. "Olhem pela minha carrinha. Volto já, este é o meu último serviço", pediu Isa às amigas. Mas não voltou e foi de facto o seu último serviço.|

18.5.08

Já temos datas!

para a venda de roupa ao preço simbólico de um euro. As propostas são dia 31 de Maio ou 21 de Junho, a primeira na véspera do Dia da Criança, a segunda no dia em que começa o Verão, as duas ao Sábado Para participar basta entrar em contacto poremail. Instruções abaixo. Aceitam-se propostas para outros locais!

17.5.08

Que vergonha...

este artigo de opinião sobre a crise da família tradicional, um chorrilho de argumentos completamente desfasados do tempo em que vivemos. Ataca todas as famílias que não sejam de pai, mãe e filhos num único agregado familiar. Defende o regresso ao passado, aos valores (que valores, o da hipocrisia ou o da dependência da mulher face ao marido??), ao noivado (os casamentos estão em queda mas as uniões de facto aumentam), enfim, custa a crer que haja uma senhora a defender "se as mulheres ainda têm um pouco de amor pelos filhos, a lembrança do que eles vão sofrer pode ser um travão às suas leviandades e desvarios".

15.5.08

Viva nós!

Hoje é o Dia Internacional da Família. Parabéns aos pais, mães e filho(a)s das famílias monoparentais!

12.5.08

Iniciativas MONO

Meninas e meninos Estou a recolher contactos para uma venda de roupa em 2ª mão por um euro a peça. A ideia é: em vez de darmos pura e simplesmente a roupa que já não serve aos nossos filhos, podemos angariar fundos para a criação da MONO-Associação de Famílias Monoparentais, um projecto de que já vos falei. Contactem outras mães e pais para os recrutar para esta causa e para divulgarem a venda. Então, aqui ficam as orientações: Primeiro, vamos separar a roupa que iríamos oferecer. Segundo, escolher a que vamos separar para a venda da MONO e a que já tem destino, normalmente para irmãos ou primos "herdeiros" naturais Terceiro, dividir por camisolas, t-shirts, casacos, sapatos em sacos diferentes. Quarto, encontrarmo-nos para organizar a venda em Lisboa e no Porto (aceitam-se propostas de outros locais) Quinto, definir um espaço para a venda (eu vou disponibilizar um espaço em minha casa e tenho charriots com cabides que vou colocar) Sexto, divulgar por email, msn, telefone, boca-a-boca, referindo que cada peça custa 1€ ou melhor 1 MONO para não se falar em dinheiro) e para quem reverte Sétimo e último, dia da venda, trazer amigos e ajudar O que acham? As(os) interessadas(os) podem aceder através do Yahoo Groups ou por email. Em breve, divulgo a data da venda, conto convosco!

7.5.08

Saber dizer "não" e saber dizer "sim"

Quantas vezes deparamos com situações em que hesitamos entre dizer sim e dizer não? Numa família monoparental o tempo é escasso, as responsabilidades são a dobrar e normalmente só há uma cabeça para pensar e decidir. É preciso ter alguma ponderação antes de responder seja o que for. Ser solidário e responsável é saber recusar e saber aceitar, dizer "Sim" e dizer "Não" em situações específicas. Se não sabe o que responder, diga que vai pensar nisso e depois dará uma resposta. Não se sobrecarregue com tarefas impossíveis, aceite as ajudas que lhe derem. Se tiver dúvidas, páre e pense bem antes de decidir.

2.5.08

Novos valores do abono de família

Os aumentos saíram hoje. No meu caso, são mais 75 cêntimos por mês, praticamente o preço de um pacotinho de leite com chocolate na escola da minha filha...

29.4.08

Factos são factos

"Apesar de Portugal não estar entre os países com maior incidência de pobreza infantil, regista valores significativos, ou seja, 21%. O risco maior situa-se nas famílias monoparentais (40%) ou nas numerosas (38,5%)." in JN Dias depois de o Ministro do Trabalho e da Solidariedade Social ter dito que o pacote de apoio à família deu o último passo com a licença de maternidade e paternidade alargada para 12 meses com a redução do salário até 25%. Sr. Ministro, onde está a majoração do abono de família prometida para os monoparentais? Ao menos isso...

23.4.08

Licença de maternidade e paternidade aumenta, trabalho em part-time beneficiado

Pode chegar a um ano mas o salário vai diminuindo até 25%. O pai passa a ter 10 dias em vez de 5. O trabalho em part-time será contado como a tempo inteiro.

18.4.08

A história de uma grande mulher

Aos 94 anos, Maria Custódia, uma idosa da aldeia serrana de Canadelo, Amarante, apanhou o susto da sua já longa vida: uma citação, a primeira, para se apresentar em tribunal. A notificação judicial era, ainda para seu maior espanto, de Vila Franca de Xira e não do tribunal da sede do concelho, Amarante, onde a idosa se mexia com mais à vontade. E a surpresa foi ainda maior quando soube do que se tratava: era para assinar o divórcio do marido, também nonagenário, homem que já não via há 57 anos e que julgava já ter falecido. "Pensava que ele tinha morrido", confessou. Maria Custódia, que teve de fazer mais de 300 quilómetros para desfazer um casamento que supunha já não existir, admitiu que "ficou assustada" com o papel que recebeu. "Fui ao tribunal de Amarante, onde tenho muitos amigos e disseram-me que tinham mesmo de ir a Vila Franca de Xira. Lá reencontrei o meu homem, que fugiu há muitos anos deixando-me sozinha com dois filhos ainda pequenos", disse. Maria Custódia fala numa linguagem simples, mas clara. Percebe-se, nos olhos, que sente aquilo que diz. Às perguntas responde com prontidão, denotando uma memória muito viva, que lhe permite situar no tempo, e no espaço, situações vividas há muitas décadas. Apesar da idade, disse ter encarado com grande naturalidade o divórcio. "Foi um alívio, porque ele não merecia que eu fosse mulher dele. Disse-lhe isso no tribunal e ele nem respondeu", afirmou. Entre sorrisos, e uma franca gargalhada, admitiu que, mal regressou a Amarante "foi logo tratar da actualização do Bilhete de Identidade". A idosa é analfabeta, mas - sublinhou - sabe fazer contas. "Não sei não ler, mas tenho pena de não saber. Mas digo-lhe que nas contas nunca me enganei", garantiu. Os poucos habitantes que restam em Canadelo, na maioria idosos, apreciam a maneira de ser de Maria Custódia. "É a alegria da aldeia", destaca o presidente da Junta, Manuel Claro. Maria Custódia, atenta ao que dela se dizia, deixou escapar um sorriso de orelha a orelha. Ajeitando um lenço que lhe cobre parcialmente a cabeça, logo se apressou a fazer jus ao elogio do amigo autarca, cantarolando uma melodia que suscitou a curiosidade de quem passava. Emocionante, a voz viva da mulher. Mas, mais intenso ainda, o brilho do olhar, que se perdia na encumeada verdejante da Serra da Meia Via. "Ouvindo cantar a mulher não se percebe o duro percurso de vida que teve. Ainda assim, mantém esta boa disposição diária", acrescentou o presidente da Junta. Desde criança que, Maria Custódia, enfrenta as agruras de quem sempre viveu numa das mais recônditas aldeias do distrito do Porto, situada a quase de 20 quilómetros da sede de concelho. Hoje a estrada até Amarante, apesar de sinuosa, conta com um bom pavimento colocado pela câmara, mas há várias décadas não passava de um serpenteante estradão de montanha. Maria Custódia chegou a fazer diariamente essa viagem a pé. Durante 20 anos era quem trazia o correio e mercearia de Amarante até Canadelo, fazendo quase 40 quilómetros por dia, mais de seis horas de viagem no total "Era muito duro, mas eu gostava. Ganhava 25 tostões. Conhecia-se muita gente por essas aldeias fora até Amarante. Gente boa que gostava de mim", contou, confessando saudade de pessoas da sua geração que já partiram. Essas duas décadas foram o período mais difícil da sua vida. Sozinha - o marido já tinha desaparecido - criou dois filhos. "Cheguei a passar fome, mas as coisas foram-se arranjando", disse. Percebeu-se que não queria falar de coisas tristes, mas não hesitou em voltar à mala das recordações quando falou da sua infância. Sorridente foi contando, enquanto gesticulava com a mão direita, à cadência da conversa: "Olhe, passava os dias a carregar molhos de lenha para os fornos da cal. Subia e descia estas encostas muitas vezes por dia", contou, apontando para os montes que cercam a aldeia. A idosa recordou os grandes fornos que existiam em Canadelo utilizados para fazer cal, que era transportada em mulas até Amarante. Do seu longo percurso de vida, também fala do tempo em que, como muita gente daquelas paragens, ajudava a limpar o minério no rio Olo. Era o estanho extraído das minas de Vieiros, desactivadas há algumas décadas. "Fazíamos de tudo. Eram tempos difíceis e tínhamos de nos manter vivos", confessou. Hoje Maria Custódia enfrenta mais um momento difícil. Com um rendimento pouco superior a 200 euros por mês, os proprietários da pequena casa que habita sozinha querem que deixe o espaço. "Mas eu não tenho para onde ir", lamenta-se Maria Custódia, enquanto se queixa que o dono da casa até a electricidade lhe cortou. Utiliza velas para iluminar a habitação à noite e nem sequer pode ligar o pequeno frigorífico para conservar os alimentos. O presidente da junta garante que a idosa vive numa situação muito precária, precisando da ajuda para sobreviver. Apesar da insistência, recusou-se, por confessada vergonha, a mostrar onde vive. Sente-se muito amargurada e apenas pede que a ajudem a arranjar um espaço onde viver com algum conforto. "Ficava muito feliz se me arranjassem uma casinha", disse a idosa, segurando carinhosamente o braço do jornalista, nele fixando o olhar, num silêncio só perturbado pelo ressoar afastado do rio Olo. A junta está a tentar a ajudar e o presidente da Câmara de Amarante, Armindo Abreu, até já disse que a senhora podia utilizar a antiga escola primária da aldeia, desactivada há dois anos, que a autarquia se prontificava a recuperar. Inicialmente a idosa aceitou, mas hoje hesita, porque a escola está afastada algumas centenas de metros do centro de aldeia e o acesso é íngreme. "Está muito longe e tenho medo de viver lá sozinha. Se me der alguma coisa não terei quem me ajude", salientou, corroborada pelo presidente da junta. Manuel Claro está atentar encontrar outra solução, que poderá passar pela adaptação do rés-do-chão da sede da junta. "Estamos a fazer o que podemos para ajudar a dona Custódia, que está a sofrer muito. Ela merece o apoio de toda a aldeia", sustenta o autarca de Canadelo. Mas a idosa não quis terminar a conversa com lamúrias, como disse ao jornalista. Falou então do quanto gostava de chegar aos 100 anos. "Se conseguisse havia de dançar muito nesse dia", prometeu. © 2008 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A. 2008-04-18 10:25:03

17.4.08

Divórcio hoje no Jornal da Noite - SIC

O divórcio e as consequências sociais e emocionais são discutidos um dia depois da aprovação da nova lei no Parlamento.

15.4.08

Opiniões sobre o Poder Paternal e o Divórcio

A Sul encontrei um artigo de opinião muito interessante e que vem de encontro ao que se defende aqui. Não basta criar projectos-lei, há que pensar no que vem a seguir e acompanhar as consequências da monoparentalidade.

13.4.08

Guarda conjunta, finanças, responsabilidade

O Jornal de Notícias discute hoje os temas do divórcio, guarda das crianças, responsabilidade dos pais e finanças. Vale a pena ler. No Público fala-se dos pais e mães espanhóis que deixaram de trabalhar para tomar conta dos filhos pequenos. São pessoas que representam mais de 90% de quem deixou de procurar emprego por razões familiares. Apoios? "Actualmente em Espanha, sete comunidades – Navarra, La Rioja, Baleares, Castela e Leão, Galiza e País Basco – ajudam com quantias dos três mil a 8700 euros quem reduz o horário de trabalho ou faz uma interrupção para cuidar de menores."

11.4.08

Responsabilidade Parental

substitui Poder Paternal, ou seja, a responsabilidade é do pai e da mãe. Faz parte do projecto-lei apresentado pelo partido do governo. Entre outras regras para o divórcio, está a protecção do cônjuge mais frágil e contabiliza-se o trabalho familiar relativo aos cuidados com os filhos e em casa. A regulação da responsabilidade parental deve ser realizada por acordo entre os pais e remetida ao tribunal que tem 30 dias para aprovar ou recusar. O incumprimento das responsabilidades parentais será, caso a lei seja aprovada, considerado crime de desobediência. A ver vamos..

8.4.08

Mais 366 Famílias Monoparentais a receber Rendimento Mínimo em Fevereiro

23.697 famílias monoparentais receberam o Rendimento Social de Inserção em Fevereiro. Se cada família tiver duas crianças a cargo, serão quase 50 mil crianças a viver da assistência do Estado. De Dezembro para Fevereiro há mais 366 famílias monoparentais a receber o RSI. A maioria recebe entre 100 a 200 € por mês, os distritos mais afectados são Porto, Lisboa e Setúbal.

7.4.08

Precisa-se especialista em burocracia

A ideia é formalizar a MONO como associação, de forma a obter apoios e reconhecimento. Respostas por email. Obrigada

5.4.08

"Os filhos não se divorciam"

e os pais não deixam de ser pais. A notícia vem de Espanha onde os pais reclamam a guarda conjunta dos filhos com a mãe. Os pais são tão bons educadores como as mães e têm tantos direitos como as mães. Privar os filhos da paternidade e de se relacionarem com a família do pai é torná-los menos pessoas. Felizmente a lei portuguesa já prevê estas situações mas, mesmo assim, os pais continuam a ser preteridos nos seus direitos e deveres pela figura materna. Mas, atenção, guarda conjunta é responsabilidade e não direito de visita. Na minha opinião, quanto mais livres se deixam as visitas, melhores relações se desenvolvem entre os pais, os filhos e as mães pois, só assim são levados a entrar em acordo pessoal pelo bem estar da criança e não apenas a cumprir o estipulado pelo tribunal.

4.4.08

Simulador Apoio Social Escolar

Clique no título para fazer as contas. Atenção ao cálculo para famílias monoparentais.

3.4.08

E já estamos em Abril...

Continuam por sair os novos valores do Abono de Família para este ano, continua por publicar a majoração de 20% para os monoparentais. Claro que continua, como é que se aumenta o que não foi aumentado? Isto é, para se aplicar a majoração vamos ter que esperar pelos novos valores, sentados de preferência...

2.4.08

Monoparentais e Partidos

Numa pesquisa simples nos sites dos partidos eleitos para a Assembleia da República com a palavra "monoparentais", os resultados são estes: Partido Socialista - 2; Partido Social Democrata - 0; Bloco de Esquerda - 0; CDS/PP - 0; PCP - 14; Partido Ecologista "Os Verdes" - 1. Conclusão: ou não se toca no assunto ou as ferramentas de pesquisa das páginas não funcionam...

1.4.08

Orçamentos familiares em 2005/2006

As diferenças entre o que ganhamos e o que gastamos, de famílias monoparentais para famílias de dois adultos com crianças, mostram que as famílias monoparentais estão a atravessar uma enorme crise financeira, chegando as famílias monoparentais com 2 ou mais crianças a apresentar resultados anuais negativos. Uma família monoparental com 1 criança sobram-lhe cerca de 1546 euros por ano, enquanto uma família de dois adultos com 1 criança lhe sobram 3946 euros anuais. Com 2 crianças, os resultados são alarmantes: enquanto a família monoparental perde 152 euros, a família com dois adultos ganha 5502 euros. Para mais informação, contacte a MONO através do email do Yahoo Groups.

31.3.08

Aprovação final do aumento do abono para monoparentais

O Conselho de Ministros aprovou na quinta-feira, 27 de Março, o diploma final para a majoração do abono de família para famílias monoparentais. Agora, resta-nos esperar para que seja aplicado rapidamente...

16,9% das famílias na Madeira são monoparentais

O Jornal da Madeira refere os Censos de 2001 e entrevista um elemento da Associação de Famílias Numerosas e uma mãe solteira sobre a petição online lançada pela MONO. De acordo com os entrevistados, não deve haver discriminação entre as diferentes famílias e o Estado não deve ser responsável por apoiar estas famílias. Nesta notícia, a MONO não foi tida nem achada. Portanto, a nossa resposta é: se as famílias monoparentais apresentam elevados índices de pobreza, desemprego, falta de uma habitação condigna, incumprimento do progenitor ausente, focando apenas estes aspectos, vamos abandoná-las á sua sorte e "arcar com as consequências"? Esta mentalidade pressupõe que o Estado não deve intervir, pelo que também os doentes de cancro, SIDA ou diabéticos não deveriam ser tratados de forma diferente dos outros doentes, as crianças deficientes não deveriam ser tratadas de forma diferente das outras crianças, os idosos não deveriam ser tratados de forma diferente das outras faixas etárias, etc, etc. É contra esta mentalidade e a favor do apoio aos que realmente precisam que nasceu a MONO.

28.3.08

O país das crianças pobres

Neste estudo sobre pobreza infantil na União Europeia, os gráficos mostram dados muito curiosos. Em Portugal: - as crianças são pobres, só nos ultrapassam Itália, Letónia e Polónia - os agregados familiares estão integrados no mercado de trabalho - apesar disso, estes agregados familiares são pobres - a taxa de emprego a tempo inteiro das mães é das mais altas da Europa - a taxa de desemprego das famílias monoparentais com crianças pobres é de mais de 90% - a intervenção do governo na pobreza infantil está abaixo de zero, é negativa - os números fornecidos por Portugal são poucos, focam muito poucos indicadores de bem-estar infantil e não definem objectivos É ler para crer!

26.3.08

Idosos, famílias monoparentais e desempregados

de longa duração são os grupos mais afectados, entre os 500 mil pobres do Porto, segundo o Livro Negro da Pobreza, divulgado hoje pelo Bloco de Esquerda.

24.3.08

Notícia JN

Acrescento que a majoração do abono de família para monoparentais devia ter entrado em vigor no ano passado. Neste momento, existem famílias em sérias dificuldades e, apesar da decisão do governo, na Segurança Social ninguém sabe de nada e os abonos deste ano não contam com o aumento anual, quanto mais com a majoração de 20% para monoparentais... Claro que haverá retroactivos mas, insisto, quanto mais tempo as coisas demoram e enquanto as decisões se basearem no passado e não na realidade actual, mais grave é a situação das famílias, monoparentais ou não.

23.3.08

Já cá faltava a família tradicional...

Sobre a história da aluna, da professora e do telemóvel, a Confederação das Associações de Pais justifica com "o desaparecimento da família tradicional e da escola tradicional estão intrinsecamente ligados à actual "crise da autoridade" e à "crise da educação" com que a sociedade se debate"... Com posições destas, do mais retrógrado que tenho visto, do mais saudosista e conservador, para não dizer outra coisa, gostaria de saber em que se apoia a Confap para fazer afirmações irresponsáveis como estas. A sociedade evolui, as famílias são outras, a democracia aproxima as gerações e a escola acompanha esta evolução, até porque é á escola que tudo chega primeiro. No país do "vale tudo", é mais fácil atribuir culpas sem pensar do que perceber que a situação social é muito mais grave e dura há muito mais tempo do que se diz. As consequências são estas: pobreza, violência e um desnorte completo dos políticos que não vivem no país real! Sou família monoparental, a minha filha nunca lhe passaria pela cabeça agredir uma professora, eu própria estou a substituir uma professora que foi agredida por uma mãe! O respeito aprende-se quando nos respeitam a nós mas, infelizmente, nesta altura do campeonato isso perdeu-se há muito tempo e são poucos os que resistem a dar uma bofetada ou elevar o tom de voz e, como se sabe, violência gera violência. O resultado visível é este. Sem ter nada a ver com as famílias "tradicionais"!

22.3.08

Família Monoparental procura casa no Algarve - zona de Faro

A C. e a filha precisam de uma casa para alugar na zona de Faro. Com tantas casas de férias vazias durante a maior parte do ano, haverá alguém que possa arrendar uma casa a esta família? Elas precisam de um espaço onde possam recomeçar uma vida nova.

21.3.08

Compromissos e promessas

Em 2004, o governo anunciou 100 Compromissos para a Família. Nem uma só vez refere as famílias monoparentais. Em 2005, o Programa do XVII Governo Constitucional promete políticas sociais de apoio às famílias monoparentais. Uma referência apenas. Em Agosto de 2006, é criada a Comissão para a Promoção de Políticas de Família e o Conselho Consultivo das Famílias. Nem uma palavra quanto ás famílias monoparentais. No mesmo ano, cria-se a rede social. Nem uma referência ás famílias monoparentais. A rede social irá pôr em prática o Plano Nacional para a Inclusão 2006/2008. No plano, constam 9 referências ás famílias monoparentais. Estranho paradoxo, este entre o plano e a rede de aplicação... Em 2007, é aprovado o III Plano Nacional para a Igualdade de Género. Surgem três referências ás famílias monoparentais. Maioritariamente lideradas por mulheres "constituem, em alguns contextos, um grupo particularmente vulnerável à pobreza e à exclusão social". Popõe-se a criação em 2008, de "um indicador integrado" para "aperfeiçoar os mecanismos de apoio às famílias monoparentais monitorizando os respectivos itinerários de inclusão social e profissional", relacionando monoparentalidade, género e consequências. No fim do ano é apresentada a Iniciativa para a Infância e Adolescência. Entre os objectivos estratégicos está o de "Promover as políticas de apoio às famílias, particularmente no que concerne à conciliação da vida pessoal, familiar e profissional e à superação de especiais vulnerabilidades, no sentido de contribuir para o exercício pleno e positivo das responsabilidades e direitos parentais". Na página, nem uma referência ás famílias monoparentais. Em Março de 2008, o Conselho de Ministros aprova um aumento de 20% do abono de família para as famílias monoparentais. Compromissos, promessas, planos, resoluções, decretos, iniciativas e comunicados continuam no papel. Comissões, conselhos, organismos dividem o que é mais importante e não avança, uma política de família e uma representação governamental da família.

19.3.08

Legislação de menores e uniões de facto

Tendo em conta que cada vez nascem mais crianças de uniões de facto, há que ter especial atenção ao direitos e deveres dos pais que terminam uma união de facto. Decidir quem fica com a casa de morada de família, a guarda da criança e a pensão de alimentos podem tornar-se uma grande dor de cabeça, especialmente para pessoas com fracos recursos. O melhor é dirigir-se ao Tribunal de Família e Menores da sua área de residência e pedir a intervenção do Magistrado do Ministério Público. Será ele (ou ela) a defender os interesses do menor, sem necessidade de recorrer a advogados e com custos muito inferiores. O interesse do menor obriga a que o processo seja urgente e a decisão mais rápida. Existem leis específicas para a regulação do poder paternal e também para proteger as uniões de facto.

Notícias do dia

PAIS NÃO GOZAM LICENÇA DOS FILHOS CÉU NEVES Três em cada cinco homens não pedem os cinco dias úteis a que têm direito no primeiro mês após o nascimento do filho. A divisão da licença de maternidade ainda constitui uma raridade, apenas 413 homens partilham os 120 dias com a mulher. E os homens "donos de casa" representam somente 3200 cidadãos. Números que valem a pena recordar , hoje, quando se comemora o Dia do Pai. Em 2005, só 42982 homens gozaram os cinco dias úteis a que têm direito pelo nascimento de um filho. E apenas 413 pais dividiram com as companheiras a licença de maternidade, um número que vai crescendo muito lentamente de ano para ano, registando 438 pedidos em 2006. Se pensarmos que nasceram 109 mil crianças no País, depressa se conclui que a maternidade/paternidade continua a ser mais vivida no feminino do que no masculino, apesar de toda a evolução da sociedade portuguesa. E a causa não está apenas entre os homens, já que, muitas vezes, são as próprias mulheres que não dão espaço aos companheiros para exercer os direitos da paternidade. Um estudo recente publicado no livro Família e Género em Portugal e na Europa indica que os portugueses ainda são muito conservadores no que diz respeito à criação/educação dos filhos. Portugal ocupa "o lugar mais conservador de todos os países quando se trata das atitudes face ao impacto do emprego feminino nos cuidados à criança pequena e na vida familiar em geral (visto como muito negativo pela população portuguesa, quando comparada com as dos outros países), refere a socióloga Karin Wall, organizadora do estudo em conjunto com Lígia Amanso. Os portugueses são muito modernos no que diz respeito à aceitação de transformações sociais como o divórcio, as uniões de facto, a divisão do trabalho pago, a igualdade de oportunidades entre sexos, mas revelam-se retrógradas quando se trata de decidir quem deve cuidar da criança, tarefa que dizem dever ser entregue à mulher. É o que revela o inquérito sobre as atitudes sociais publicado no livro e que é comprovado pelos dados estatísticos. Demonstram que ainda há muitos homens que se demitem das questões relacionadas com a maternidade e pelas mais variadas razões (ver textos ao lado). Nasceram 109 399 bebés em Portugal em 2005, mais 101 do que em 2004 e mais 3950 do que o ano passado. E 60% dos homens nem sequer gozaram os cinco dias úteis a que tinham direito por lei, direito que só foi requerido por 42 982 trabalhadores , quase metade das trabalhadoras, 76 125. E não chega a 5% os que decidiram dividir a licença de maternidade com as companheiras, daí que os homens que o fazem continuem a ser notícia. E homens que estejam em casa a cuidar dos filhos? "Se encontrar alguém, não é uma raridade, é um exotismo", diz a socióloga da família, Maria das Dores Guerreiro, acrescentando que isso não acontece apenas no território nacional. "Ficar em casa a cuidar dos filhos e a realizar tarefas domésticas ainda é encarado como um trabalho menor. Essa situação pode acontecer em determinada altura da vida, devido até a uma situação de desemprego, por exemplo, mas dificilmente será uma opção. Aliás, o Instituto Nacional de Estatística coloca os domésticos na população inactiva". Em 2006, estavam registados 557 mil e 500 domésticos, sendo que apenas 3 200 são homens, percentagem que se tem mantido idêntica nos últimos anos. Outro dado a ter em conta são as famílias monoparentais e que, segundo os Censos de 2001, representam 7% das famílias portuguesas. Entre estas, não chega a um por cento (0,9%) as que são constituídas por homens, uma proporção idêntica a outros países europeus, nomeadamente os países escandinavos.| DN

18.3.08

Vamos organizar-nos?

Caros e caras Mono Os vossos comentários e mensagens mostram que há muita gente interessada neste projecto. As assinaturas aumentam todos os dias e tenho recebido emails, telefonemas e contactos de todos os cantos do país. Agora que já nos "conhecemos" melhor, que tal uns encontros tipo terapia de grupo? Sem lamúrias, por favor... Inscrevam-se no grupo do yahoo, uma forma mais segura de contacto. Até breve!

12.3.08

Mas onde está o Decreto?

Aprovado hoje em Conselho de Ministros! Quem recebia 10 euros passa a receber 12, quem recebia 25 passa a receber 30 e quem recebia 30 passa a receber 36. Tenho que pensar bem em que é que vou aplicar esta fortuna... no meu caso, são cinco euros! Decreto-Lei que altera o Decreto-Lei n.º 176/2003, de 2 de Agosto, introduzindo uma majoração ao montante do abono de família para crianças e jovens, no âmbito das famílias monoparentais Este Decreto-Lei, aprovado na generalidade, vem instituir uma majoração do abono de família, a atribuir a titulares da prestação inseridos em agregados familiares monoparental, visando melhorar e adequar a protecção nos encargos familiares às necessidades específicas das famílias monoparentais, enquanto realidade social mais vulnerável, bem como promover o aumento da taxa de natalidade, tendo em conta as tendências demográficas que se verificam actualmente. A evolução social tem originado alterações ao conceito clássico de agregado familiar, traduzindo-se estas em novas exigências a que urge dar resposta. Com efeito, trata-se de uma situação cada vez mais presente na sociedade portuguesa que importa discriminar positivamente, proporcionando um maior apoio às famílias monoparentais tendo em conta a vulnerabilidade inerente às mesmas no plano económico. A majoração do abono de família para as famílias monoparentais de é de 20%.

O Governo quer saber a nossa opinião e dos nossos filhos

A minha proposta foi esta: Apoio financeiro a crianças e jovens em idade escolar calculado com base no rendimento familiar mensal (depois de deduzidos os impostos e contribuições) e nas despesas do agregado familiar em educação e contas domésticas (alimentação, energia, água e bens de consumo essenciais) e majorado em 50% para as crianças e jovens que vivem apenas com um dos progenitores, multiplicado por 14 meses. A calcular no final de cada ano lectivo com atribuição em Agosto, antes do início do ano lectivo seguinte. Façam as vossas em: questionários

E se eu vivesse em Inglaterra?

No Reino Unido, os apoios às famílias monoparentais são muitos e em várias modalidades, desde o apoio ao arrendamento a cuidados de saúde e despesas escolares. O modelo requer que se apresentem os rendimentos do ano anterior e as despesas do agregado familiar. Se a situação se alterar, por exemplo, se a mãe ou pai que tem os filhos á sua guarda ficar desempregado, pode sempre pedir a revisão do apoio pedido com base na sua situação actual. Um pai ou mãe sózinho com os filhos tem direito absoluto a pedir um "apoio salarial" que ajude nas despesas do dia-a-dia. Por mês, recebe o equivalente a 78,02 euros. Some-se o apoio directo aos filhos e por cada dependente até aos 20 anos, recebe 62,58 euros mensais. No total, são 140 euros por mês, apenas pelo facto de ser família monoparental. Para saber mais, clique no título deste post(link). Por cá, o abono de família fica-se pelos 30 euros mensais no escalão de menores rendimentos e não interessa se a criança vive com os dois progenitores ou só com um.

Lisboa Monoparental em 2001, como será em 2008?

O gráfico original está no link acima. A questão que se coloca é: se em 2001 havia uma média de 20% de famílias monoparentais nas freguesias lisboetas que eram consideradas em risco de pobreza, quantas serão agora e porque é que não se faz nada?

7.3.08

"Tudo eu"

Compras, trabalho, contas, roupas, sapatos, automóvel, telefones, arrumações, jantares, almoços e pequenos-almoços, lanches e ceias, doenças, actividades desportivas, estudos e trabalhos de casa, materiais escolares, livros, recados, reuniões, deslocações, discussões... num casal pode-se sempre dizer: vai lá tu ou importas-te de fazer isto? ou esta tarefa é contigo e eu faço outra coisa. Numa família monoparental é, como respondia uma actriz brasileira na série "Sai Debaixo" quando alguém lhe dizia "vai chover!": TUDO EU, TUDO EU.

2.3.08

Assinaturas

Já temos 87 assinaturas na petição. Para que o assunto seja discutido pelos deputados, são precisas 4 mil... vamos a isto? Clica no link do título e não te esqueças do número do BI para ser válida! Obrigada

21.2.08

O que (algum)as mães fazem às filhas

As mães monoparentais acabam por partilhar muita da sua vida diária com as filhas. Talvez por serem do mesmo sexo, tornam-se grandes cúmplices e grandes amigas. Mas, e se há sempre um mas, a proximidade excessiva pode levar a que se abordem temas pouco próprios para as crianças e a fechar a unidade familiar numa espécie de "nós e o resto do mundo". Umas dizem mal do pai, outras acabam mesmo por dizer mal de tudo e de todos, fazendo crer à filha que o centro do universo é lá em casa e mãe e filha as personagens principais deste grande teatro da vida onde sofremos as injustiças de todos os que nos rodeiam. Com resultados muito negativos para quem está a crescer, apoiada num modelo de comportamento cheio de amargura e ressentimento, onde a intriga é o ponto forte das conversas, estas crianças desenvolvem personalidades egocêntricas, egoístas, inseguras e tornam-se indesejadas no seio do grupo de amigos. A discórdia que observam em casa é a que transportam para a escola. O modo de resolver os problemas, atraindo apoiantes e repelindo com violência os que não estão de acordo leva-as a um isolamento progressivo. As outras crianças evitam estas companhias difícceis de lidar, produtoras de conflitos e roturas, amigas de ocasião. As outras crianças detectam a mentira, a intriga, a injustiça e a maldade com uma facilidade espantosa e porque são crianças fogem a sete pés de um mundo desconhecido que reservam para mais tarde nas suas vidas. Tenho muita pena que algumas mães façam isto às filhas.

18.2.08

Vale a pena ler - monoparentais sim, criminosos não

O blog do Corvos & Caravelas também fala no ataque às famílias monoparentais. Gostei dos argumentos, muito lúcido e conhecedor do que é ser monoparental.

13.2.08

Divórcio e monoparentais

Embora o divórcio seja apenas uma das formas de monoparentalidade, é a mais discutida e presente em pesquisas na internet. A viuvez, a separação, as mães e pais solteiros, os idosos a viver com filhos solteiros, as famílias reconstituídas onde se encontram um ou dois agregados monoparentais parecem não fazer parte deste universo. A monoparentalidade reconhece-se na relação de parentesco de um adulto a viver com um ou mais filhos menores ou adultos, não é um resultado directo do divórcio, até porque muitos casamentos que acabaram em divórcio não tiveram descendência.

12.2.08

77 cêntimos de aumento

Ainda não foram publicados os valores do abono de família para este ano mas, segundo as minhas contas, (hoje estou numa de fazer contas como já devem ter percebido pelo post anterior!)vamos receber mais 77 cêntimos por mês. Uma vergonha! Aproveito para vos alertar sobre um fórum onde podem encontrar respostas sobre economia e finanças, muito prático e simples de perceber. O link está na barra lateral.

Famílias Monoparentais com Rendimento Social de Inserção

Em Dezembro de 2007, contam-se 23.331 famílias monoparentais a viver com o Rendimento Social de Inserção (RSI), 20% do total. No topo da lista surge o Porto, em segundo lugar Setúbal e em terceiro Lisboa. Se partirmos do princípio simples de dois filhos em cada uma destas famílias, há quase 50 mil crianças cujas famílias vivem com uma média de 220 euros por mês. Entre Janeiro e Dezembro de 2007, mais de 57 mil pessoas pediram o RSI. Se cada uma tiver dois dependentes, estamos a falar de quase 200 mil pessoas, destas 40 mil serão monoparentais. Pouco mais de metade terão direito ao RSI, 220 euros mensais.

11.2.08

Mais um órfão por violência doméstica

Residente em Moura e com um filho, actualmente com três anos, a vítima estava separada do marido e, na altura do crime, decorria um processo de divórcio, segundo dados fornecidos à agência Lusa pela GNR. Lusa/SOL

O desespero de um pai

Soure Criança esfaqueada pelo pai está «livre de perigo» (Para ler toda a notícia, clique no título acima) Só há uma pergunta a fazer: ninguém sabia o que se passava nesta família monoparental?

RE: Abono de Família para Famílias Monoparentais

Exma. Senhora Encarrega-me o Senhor Primeiro Ministro de acusar a recepção do e-mail de V. Exa. e de informar que lhe foi prestada a devida atenção. Com os melhores cumprimentos Fernando Soto Almeida Assessor Administrativo (por delegação) Gabinete do Primeiro Ministro Rua da Imprensa à Estrela, 4 – 1200-888 Lisboa – Portugal Tel.: (+351) 21 392 35 00 Fax: (+351) 21 395 16 16 pm@pm.gov.pt

10.2.08

"quanto custa ser bom pai"

Público, Última hora - 5 Fev 08 Estudo coordenado pelo psicólogo Eduardo Sá Pais de classe média gastam em média entre 236 e 678 euros por mês com cada filho Uma equipa de psicólogos de Coimbra fez as contas para saber quanto custa ser "bom pai" e concluiu que nos primeiros 25 anos de vida cada família de classe média-baixa gasta, em média, 236,446 mensais com cada filho. "Até aos 25 anos de idade, uma criança nascida numa família da classe média baixa "custa", em média 236,446 euros", referiu à Lusa Raquel Viera da Silva, a psicóloga que juntamente com Ana Rita Silva e sob orientação de Eduardo Sá, fez as contas para saber "quanto custa ser bom pai" em Portugal. Os números foram apresentados no 1º Congresso Internacional em Estudos da Criança (IEC), que terminou ontem na Universidade do Minho, em Braga. Tendo por base números apresentados pelo economista Barbosa de Melo, a equipa de psicólogos de Coimbra imaginou a vida de duas famílias da classe média, de rendimentos diferentes, e somou as despesas. "Também tivemos atenção à estimativa dos rendimentos perdidos", disse Raquel Vieira da Silva. Como "rendimentos perdidos", foram considerados "o valor das horas que os pais despenderam com os filhos e que poderiam ter usado para investir na sua carreira profissional, enriquecendo o currículo com formações que lhes permitiriam subir no quadro da empresa ou efectuando horas extra que lhes permitiriam engrossar o salário". Numa família de classe média baixa, nos primeiros 25 anos de vida de um filho, os pais terão gasto cerca de 236,446 euros em fraldas, médicos, comida, roupa, desporto, livros, propinas e mensalidades escolares. Numa família de classe média alta, cada filho, até aos 25 anos, custará 678,875 euros. "Há uma grande disparidade entre o dinheiro gasto com as prestações da casa e do carro e o dinheiro gasto com os filhos", referiu ainda a psicóloga. "As coisas que não têm preço, como brincar com os filhos, são desvalorizadas e compensadas com roupas e brinquedos", concluiu a equipa coordenada por Eduardo Sá. Contas feitas, há números que não é possível contabilizar como "tudo de que se tem de abdicar ao assumir" ser pai. "Temos noção de quanto custa criar um filho mas não é possível saber quanto custa ser um bom pai", frisou Raquel Vieira da Silva. A equipa imaginou duas famílias: uma com um rendimento mensal de mil e oitocentos euros e outra com um rendimento mensal de quatro mil duzentos e cinquenta euros. Durante 36 anos de trabalho (considerado o tempo médio de vida laboral de uma família), a família mais "pobre" terá gasto cerca de 26% do orçamento familiar com um filho. No mesmo período de tempo, a família com maiores rendimentos terá gasto 31%do orçamento. "Constamos que cada vez há menos crianças, em parte porque os pais procuram a situação ideal para ter filhos mas, sobretudo, por questões económicas", refere o estudo coordenado pelo psicólogo infantil Eduardo Sá. "Das incontáveis fraldas descartáveis aos primeiros livros escolares, ao pagamento das propinas, às horas de espera pela consulta do pediatra, ao tempo gasto em serviço de motorista para as inúmeras actividades extra-curriculares, a aplicação de capital é constante. E isto, sem avaliar o que, em economia, se chama o 'custo de oportunidade', isto é, as vantagens que perdemos por não escolhermos outro caminho que não o de ser pai", disse Raquel Vieira da Silva.

8.2.08

Petição Online

Esta petição destina-se a obter apoios e reconhecimento das famílias monoparentais como unidades familiares únicas e com necessidades específicas. Se estiver de acordo com o texto, assine. Se não estiver de acordo, envie as suas sugestões para o email do Blog, mas não deixe de passar a informação aos seus contactos. Todos são convidados a assinar, casados, divorciados, solteiros, altos, magros, baixos... Obrigada

7.2.08

Carta ao Governo

Caros Srs. Em primeiro lugar, apresento os meus parabéns pela medida de majoração do abono de família em 20% para as famílias monoparentais. No entanto, verifico que o anúncio público desta medida é redutor e, a meu ver, de reduzido impacto social. Após várias pesquisas, verifico que o Diário de Notícias refere que esta majoração destina-se a famílias monoparentais que não recebem pensão de alimentos por parte do outro progenitor. Corrijam-me se estiver enganada mas é o único dado de que disponho e, como tal, venho apresentar uma contribuição para a aplicação equitativa da medida anunciada. Baseando-se nos indicadores do INE quanto ao risco de pobreza das famílias, publicado a 15 de Janeiro, V.Exas. referem as famílias com um adulto e crianças a cargo como as destinatárias da majoração do abono. Acrescente-se que estas famílias não são caracterizadas por receberem ou não pensão de alimentos, portanto, parece-me a mim que esta condição para se ser beneficiária da majoração é discutível. Uma família monoparental depende dos rendimentos do progenitor ou tutor que tem a guarda da criança, com todos os encargos económicos acrescidos e a perda de autonomia daí resultante. Os dados do INE confirmam-no: há um aumento de 56 para 73% destas famílias quanto ao desemprego e outro aumento quanto ao emprego precário. Esta situação agudiza-se no caso das mulheres, como V.Exas. terão conhecimento. A determinação do pagamento das pensões de alimentos,do seu valor e actualização dependem dos tribunais e da sentença de cada juíz em particular, caso a caso. Muitas destas pensões demoram anos a ser decididas, outras tantas não são cumpridas e muitas outras carecem de actualização. Que eu saiba, não existe qualquer entidade que fiscalize quem recebe e quem não recebe. Que eu saiba, o Estado não tem providenciado o apoio estabelecido para quem não recebe. A única forma de confirmar se a criança recebe alguma pensão é através do IRS do progenitor ou tutor que a declara. Caso haja incumprimento, a família monoparental é obrigada a recorrer novamente ao tribunal num processo moroso, difícil porque há que apresentar provas e economicamente e temporalmente dispendioso e prejudicial ao seu bem-estar. Uma medida destas pode ser comparada a outra: o aumento do abono de família a partir do segundo filho. Ou seja, se há mais um dependente aumenta-se o abono. Então, se há menos um progenitor não deveria seguir a mesma lógica de aplicação? Pergunto-me como irá ser aplicada a medida anunciada: pela prova em IRS, pela sentença judicial, por atestado da junta de freguesia? E quem não é divorciado? Porque quem tem filhos, precisa de regular primeiro o poder paternal antes de se divorciar. Então os pais e mães solteiros, os tutores legais de órfãos ou crianças abandonadas não terão direito a esta majoração? Mais, a atribuição do aumento é independente do valor da pensão? Há pensões com montantes muito diversos, outras não chegam a ser pagas apesar da decisão do tribunal e outras não são declaradas em sede de IRS. Se se trata de uma medida de política social e os números são claros, porque não considerar apenas os elementos do agregado familiar monoparental? É o que acontece para os casais com filhos, são mais recebem mais e ninguém questiona a contribuição de cada membro do casal para cada filho. No caso das famílias monoparentais se são menos e gastam mais, deveriam receber mais também, pois é de despesas que se trata e o progenitor ou tutor que tem a criança á sua guarda deveria então fazer prova dos gastos e não da pensão de alimentos, quando muito das duas! Esse seria um cálculo justo, mas quanto tempo levaria e como seria processado? É difícil determinar quanto "custa" um filho. Custa mais em Setembro, menos em Outubro? Custa mais no primeiro ano de vida ou no primeiro ano da universidade? A ser aplicada esta medida nas condições em que está a ser enunciada, tenho sérias dúvidas sobre a sua eficácia e impacto social.

Famílias com maior risco de pobreza são monoparentais e sem emprego fixo

No topo dos agregados familiares em risco de pobreza estão as famílias compostas por um adulto e crianças dependentes (41%). Em segundo lugar, os idosos a viver sós (40%) e em terceiro, as famílias compostas por dois adultos com três ou mais crianças dependentes (38%). Em relação ao emprego, a percentagem de agregados sem emprego com crianças dependentes subiu de 56% em 2004 para 73% em 2006. Ao contrário, a percentagem destes agregados com emprego permanente desceu de 10% para 8%. São os números do Instituto Nacional de Estatística.

6.2.08

E agora?

325 pessoas leram a notícia online no Jornal Sol, uma registou-se no grupo do Yahoo, duas comentaram aqui no blog e três enviaram emails de apoio, sem contar com os telefonemas e SMS. Obrigada! Agradeço em nome das famílias monoparentais. Agora é continuar a escrever, a falar, a ajudar os que precisam de apoio, de casa, de justiça, de tudo um pouco. Não basta o dinheiro, e eu sei bem a falta que ele faz!, por vezes uma palavra amiga é o suficiente para nos dar força. Também sei que muita gente não fala porque não tem coragem, não tem tempo, não pode, há tantas razões. Da minha parte podem contar com a intenção de formar uma associação, de ver reconhecidas as famílias monoparentais e de ter orgulho em todas estas pessoas que dia-a-dia se esforçam por dar o melhor a quem depende delas, muitas vezes, esquecendo-se de si próprias. Como li uma vez: "cabeça erguida e cara alegre!", é o lema a adoptar.

1.2.08

Jornal Sol publica resposta da MONO

O Sol publicou a resposta em nome das famílias monoparentais sobre o ataque feito pelo representante da Associação Portuguesa de Famílias Numerosas (APFN) ao aumento do abono de família para as famílias monoparentais. Para ler, clique no título deste post. Para ver mais, consulte a página da APFN (www.apfn.com.pt), leia o conteúdo chocante do comunicado sobre o aumento do abono e não saia sem assinar a petição pela família. Somos monoparentais, mas não somos egoístas.

Não se conhece, esquece

Ontem enviei para a Lusa e para o jornal Sol, uma resposta sobre a posição da Associação de Famílias Numerosas que podem ler abaixo. A resposta ia identificada. A resposta não foi publicada, nem teve qualquer retorno. Nesta era de sensacionalismo mediático, quem não se conhece, esquece-se. É por essas e por outras razões semelhantes que não renovei a carteira de jornalista. Talvez convidando algumas figuras públicas, oferecendo uns croquetes ou organizando umas feiras de caridade, a MONO venha a ganhar destaque.

31.1.08

Resposta à Associação de Famílias Numerosas

Caro Sr. Há anos que acompanho o vosso trabalho que considero louvável e de grande interesse social. Contudo, também há anos que acompanho o seu ataque constante a todos os benefícios que as famílias monoparentais adquirem. A sua atitude de classificar as famílias monoparentais como não sendo "formalmente constituídas" revela uma profunda falta de respeito pelo seu semelhante, uma ignorância e desprezo absoluto por quem não se enquadra nos seus conceitos de família. Lamento profundamente que em pleno século XXI se apoie em casos pontuais de "famílias monoparentais riquíssimas" para atacar factos inegáveis de risco de pobreza. As famílias monoparentais não se classificam pelo estado civil mas pelas características excepcionais do agregado familiar. Há famílias de idosos que vivem com um filho, de mães solteiras e pais solteiros, de viúvos e viúvas e, claro, de casais divorciados com filhos. Sabe o senhor o que é um divórcio? Acha que as pessoas que se casam tendo em vista um projecto de família se divorciam levianamente? Conhece uma das maiores causas de separação e divórcio que é a violência doméstica? A sua ignorância e hipocrisia manifestam-se claramente nos seus ataques gratuitos e, a meu ver, desprezíveis, quando fala em "discriminação". Na sua família decidiram ter mais filhos. É uma decisão vossa que não se deve nem aprovar, nem condenar. Se alguém lhe dissesse para não trazer ao mundo mais crianças porque pode não ter condições para as sustentar e educar, qual seria a sua resposta? Caro senhor, remeto o resto da minha opinião para www.familia-mono-parental.blogspot.com onde poderá constatar uma realidade que pelos vistos condena em prol dos seus princípios. Todos podemos expressar as nossas opiniões, o que me choca é como ultrapassa os seus valores católicos atacando quem é mais fraco e precisa de ajuda. A sua inobservância do lema que dá voz à sua asociação "Defender a família, construir o futuro" é reveladora da hipocrisia que norteia este seu novo ataque aos monoparentais. Defenda a sua causa sem atacar a causa dos outros, seja coerente e solidário com os que são diferentes de si mas têm direitos que conquistam sem atacar os outros, sem falsas virtudes. Espero sinceramente que a sua família e as famílias que representa nunca venham a tornar-se monoparentais. O divórcio ou a separação é o último recurso de uma união que falhou. Na sua perspectiva é uma decisão leviana, como se uma separação fosse decidida de ânimo leve. Mais grave é a sua posição que vai contra o bem-estar dos dependentes nas famílias monoparentais. Sabe o que é a regulação do poder paternal, sabe quantas famílias não recebem pensão de alimentos, sabe quantas famílias perdem a casa, sabe quantas famílias vivem diariamente om o estigma de serem monoparentais? A sua posição é vergonhosa para o lugar que ocupa, para os ideais que defende e os valores em que acredita. Por favor, limite-se à sua associação e não se sirva dos outros para seu benefício. Ana Luisa Pinho (em vias de formar a MONO - Associação de Famílias Monoparentais, projecto adiado por falta de fundos e devido ao estigma social de assumir a condição de monoparental para se tornar membro, entre outras razões)

Porque no te callas?!!!

Este senhor tão católico, rico e com imensos filhos formou uma associação de famílias numerosas e é sempre o primeiro a atacar as famílias monoparentais. Pelas suas palavras, as famílias monoparentais não estão "formalmente constituídas" e ignora em absoluto o risco de pobreza afirmando que "há famílias mnoparentais riquíssimas". O senhor devia dedicar-se à sua causa sem estar permanentemente a atacar outros para obter os seus benefícios. Estamos no século XXI, o conceito de família mudou, infelizmente há sempre os que vivem no passado. "Irresponsável" é a sua atitude! Irresponsável, ignorante e egoísta para não dizer mais. Abono de família: Associação acusa Sócrates de discriminar famílias formalmente constituídas 31 de Janeiro de 2008, 11:45 Lisboa, 31 Jan (Lusa) - A Associação Portuguesa de Famílias Numerosas (APFN) acusou hoje a política do governo de José Sócrates de "irresponsável" e de "discriminar de forma inconcebível as famílias formalmente constituídas". A associação reagia ao aumento de 20 por cento no abono de família para as famílias monoparentais, que o executivo anunciou quarta-feira no Parlamento, e em relação à qual a APFN afirmou estar "totalmente contra". Em declarações à agência Lusa, Fernando Castro, presidente da direcção da APFN, acusou o governo de "promover um estado civil, discriminando os outros". "A medida foi apresentada por um lado como incentivo à natalidade, quando não o é, e por outro como combate à pobreza. Nesse caso o apoio tem de ser dado em função do rendimento per capita da família, nunca do estado civil dos pais", declarou Fernando Castro. No parlamento, José Sócrates justificou a medida lembrando que as estatísticas revelam que as famílias monoparentais "são as que estão mais expostas ao risco de pobreza", enquanto que Vieira da Silva, ministro do Trabalho e da Solidariedade Social, estimou haver mais de 100 mil crianças a viver apenas com um dos pais. Para o responsável do APFN, "de forma alguma" estas famílias correm maior risco de pobreza: "há famílias monoparentais riquíssimas, tal como famílias formalmente contituídas pobríssimas". "Há imensas circunstâncias para uma família se expor à pobreza. Qualquer critério para definir o apoio às famílias que não seja o rendimento per capita é completamente idiota - e neste caso é uma política contra as famílias numerosas e contra as famílias formalmente constituídas", continuou Fernando Castro. O abono de família é actualmente determinado em função da idade da criança e do nível de rendimentos do agregado familiar, sendo que com esta medida todas as famílias monoparentais, independentemente do escalão de rendimento, verão a prestação aumentar. A APFN acusa o Estado de se desresponsabilizar no apoio às família formalmente constituídas, o que terá consequências na natalidade, por um lado, mas também na criminalidade. Com este apoio às famílias monoparentais, concluiu o responsável, o Estado desresponsabiliza um dos progenitores, em vez de se preocupar com que "ambos os pais assumam de igual modo as suas responsabilidades perante os filhos." FZP Lusa/Fim

30.1.08

Finalmente o aumento! Mas...

Hoje: "O primeiro-ministro anunciou também que haverá um aumento de 20 por cento no abono de famílias das famílias mono-parentais, que são aquelas que estão "em maior risco de pobreza".(SICOnline) Agora resta ver se o cálculo do abono de família também muda, porque fazer as contas ao ano anterior acaba sempre por aumentar o risco de pobreza ou por manter esse risco. Por exemplo, quem ganha 12 mil euros num ano fica no 3º escalão que corresponde a 25 euros mensais, sem contar com encargos de habitação, escola, etc porque é óbvio que pelo menos metade do rendimento vai para estas despesas, se não for mais. A situação agrava-se quando a pessoa fica desempregada porque a atribuição do abono refere-se sempre ao ano fiscal anterior, partindo do princípio que nada se altera e mantendo fixo o valor atribuído.

28.1.08

Adopção nas famílias monoparentais

Este estudo mostra quatro famílias monoparentais, três mães e um pai, que adoptaram crianças em risco. Como cita Liliana Fonte: "Uma família onde só a mãe ou só o pai desempenham uma função educativa pode ser, e é-o em muitas circunstâncias, uma família melhor que muitas ditas tradicionais..." (Eduardo Sá, A Família por dentro e por fora)

26.1.08

Fins-de-semana

Para quem tem orçamentos baixos, fica aqui uma proposta: faça umas sanduíches, leve fruta e água, pegue nas crianças e almoçe ou lanche no jardim mais perto de casa. Não se esqueça de levar uma bola, um jogo de cartas e/ou um bom livro para o resto da tarde. Faça disso um hábito, elas vão adorar e você também!

23.1.08

Pense nisto antes de dar como perdida a sua relação

Qua, 23 Jan, 12h22 Washington, 22 jan (EFE).- Discutir de vez em quando com seu parceiro pode não só resolver algum problema, mas também garantir alguns anos a mais de vida, segundo um estudo preliminar da Escola de Saúde Pública e do Departamento de Psicologia da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos. A pesquisa, publicada pela revista "Journal of Family Communication", assinala que nos casamentos em que os parceiros guardam seus ressentimentos há uma maior possibilidade de uma morte prematura. No entanto, a longevidade é maior nos relacionamentos em que uma ou as duas partes manifestam seus ressentimentos e resolvem os conflitos. Os cientistas acompanharam 192 casais por 17 anos e os "catalogaram" em quatro grupos: no primeiro, os dois comunicam suas indignações, no segundo e terceiro, um dos dois se expressa e o outro se reprime, e no último, os dois parceiros não reagem a um ataque ou provação do outro. Foram registradas 13 mortes nos 26 casais do último grupo, e nos outros 166 casais ocorreram 41 mortes. Em 27% dos casais em que ambos reprimiram seus sentimentos, um de seus membros morreu no período do estudo, e em 23% os dois faleceram durante os 17 anos. No entanto, apenas 19% dos outros três grupos combinados viram a morte de um membro do casal durante o período de estudo. Quando os dois cônjuges reprimem sua indignação a um ataque ou uma crítica injusta do outro, a morte prematura é duas vezes mais provável que nos outros grupos, segundo Ernest Harburg, professor da Universidade de Michigan e diretor do estudo. Harburg explicou que a pesquisa foi centrada em críticas ou ataques que uma das partes considerou injustos ou inadequados. Quando a crítica foi considerada justa, a vítima não se indignou ou guardou rancores de qualquer tipo, afirmou o cientista. Harburg admitiu que as conclusões do estudo são preliminares, mas indicou que já está sendo preparada outra pesquisa que incluiria um período de análise de 30 anos. EFE ojl/mh

22.1.08

Decisões

"Há decisões que se tomam e que se lamentam a vida toda e há decisões que se amarga o resto da vida não ter tomado. E há ainda ocasiões em que uma decisão menor, quase banal, acaba por se transformar, por força do destino, numa decisão imensa, que não se buscava mas que vem ter connosco, mudando para sempre os dias que se imaginava ter pela frente. às vezes, são até estes golpes do destino que se substituem à nossa vontade paralisada, forçando a ruptura que temíamos, quebrando a segurança morta em que habitávamos e abrindo as portas do desconhecido de que fugíamos." Miguel Sousa Tavares in "Rio dasFlores" pag. 527

17.1.08

Estatísticas

Dizem as estatísticas que a maior parte das mulheres divorciadas não voltam a casar ou a ter um novo companheiro. Pelo contrário, os homens rapidamente voltam a constituir família. A razão está em quem fica com a guarda dos filhos e menor disponibilidade para encetar uma nova relação. Eu fui apanhada pelas estatísticas mas nunca se sabe...

15.1.08

Onde tudo é dado

http://dado.tricla.com tudo mesmo, de camas a livros a roupas.

11.1.08

O Plano Nacional para a Inclusão 2006/2008, um daqueles planos apresentados com pompa e circunstância, petit-fours e pastas de documentos, entre senhores de fato e gravata e senhoras de saia-casaco e cabelos penteados, apresentava a seguinte proposta:
  • Reforçar a protecção às famílias monoparentais, abrangendo 200 000 titulares do abono de família a partir de 2007.

Queria isto dizer que as famílias monoparentais iam receber mais abono, sendo um dos grupos sociais que tem vindo a aumentar o risco de pobreza. Aguardemos então serenamente que os abonos de família para as famílias mono-parentais sejam aumentados e com retroactivos, porque o ano acabou e nada se passou.

Cá em casa, continuamos no 3º escalão (25 euros), mesmo com mais um elemento no agregado familiar. Como não é da família, não conta. Também não temos direito ao SASE da escola, pela mesma razão. Somando os rendimentos do ano todo, não temos direito a nada. Como só trabalhei um ano de seguida por conta de outrém, recebo o subsídio social de desemprego (397 euros). Também não conta para nada porque tive o azar de ganhar mais de 13 mil euros durante o ano, um bocadinho menos do que o presidente da Galp num mês.

Enquanto isso, as miúdas têm excelentes notas, eu tive 16 no primeiro exame de mestrado, pago a casa nem sei bem como, espero que o advogado do sindicato trate do dinheiro que não me pagaram na escola e do contrato ilegal, comemos o que há, contamos os trocos e pronto!

7.1.08

Tapetes

Desde que vivo nesta casa cheia de traseiras de prédios e quintais, tenho vindo a observar a vizinhança e os seus hábitos. Há muitas pessoas a viver sós, principalmente mulheres de idade avançada. Mesmo aqui atrás, numa mansarda, há uma velhota que todos os santos dias cumpre o mesmo ritual: estender os tapetes. Muito tapete tem aquela mulher num espaço tão exíguo. Pequenos, médios e passadeiras, merecem a mesma atenção. Umas vezes, pendura-os no muro da varanda; outras sacode-os e ficam ao sol no telhado; outras ainda vão parar ao estendal e balançam ao vento durante toda a manhã. Depois, cuidadosamente, recolhe-os e regressam a casa. Esta é uma bela metáfora para ilustrar o isolamento. Se nos tiram um tapete, o melhor é arranjar mais e tratar muito bem deles.