31.10.07

Euforia e depressão pós-separação

Como já tinha comentado aqui, após a separação ou o divórcio surgem momentos de euforia e momentos de depressão. Estes últimos são, naturalmente, os piores. Cuidado e calma para: - não perder o emprego - não perder a paciência com os filhos eu sei que é difícil mas acontece e tenho visto situações muio complicadas ultimamente. Falem com o médico e com o pediatra. Se quiserem uma opinião ou partilhar seja o que for, podem sempre fazê-lo aqui anonimamente.

25.10.07

Abono de Família

Depois de ler uma grande reportagem sobre os apoios à natalidade tipo "tem filho, ganha prémio", fico chocada com a ausência de políticas para as famílias monoparentais. Acho muito bem que as pessoas recebam prémios de natalidade mas, nesta altura do campeonato, não me parece que seja por aí. Afinal de contas, o prémio, o tal abono pré-natal e sucedâneos tem fim. E depois? Só a partir do terceiro filho é que os abonos aumentam, entretanto passam-se anos e muita gente não quer, não pode e não consegue ter 3 filhos. Gostava de saber a quem passou pela cabeça este número 3... Enfim, voltando aos Monoparentais penso que isto devia ter efeitos retroactivos. Se eu tive uma filha há 12 anos, a educo para ser uma cidadã de pleno direito, onde está o meu prémio? Porque razão, se a minha filha vive só com a mãe, não há-de receber mais do que os que vivem com pai e mãe. É fazer contas senhores! Gasta mais, recebe mais. Ganha menos, recebe mais. Agora pensar em abonos sem pensar nas famílias e nas suas características é imperdoável. Obviamente que não pode existir uma solução para cada caso mas, de qualquer forma, é injusto. E utópico porque poucos chegarão ao terceiro filho e, se seguirmos a tendência do Reino Unido onde dois terços dos casamentos duram menos de 10 anos, a quantidade de famílias monoparentais vai continuar a aumentar. E vão ter mais filhos? Não sei, cada um tem os filhos que entende. Era o que faltava termos filhos por razões numéricas, na meta dos 3... No Reino Unido, por estas razões, as famílias monoparentais têm acesso a um subsídio mensal, vagas em creches e escolas e até lugares de estacionamento.Por outro lado, é dos poucos países da União Europeia onde a licença de parto não existe. Discutível mas inegável que o objectivo é proteger as crianças e dar bem-estar às famílias e não somar números irrealizáveis. 3 filhos, escalão tal, abono x ou y? Eu até posso ter 3 filhos mas só os posso ter comigo no primeiro ano, depois devolvo-os ao ministério.

17.10.07

Visitas e fins-de-semana

Como se definem as visitas, fins-de-semana, férias, Natal, etc? Digam-me vocês, porque só posso partilhar a minha experiência: não temos nada definido, no papel do tribunal diz simplesmente "visitas livres". Por um lado, dá trabalho combinar as coisas e um dos lados tem que abdicar de alguns períodos, especialmente o do Natal que é o mais sensível. Por outro lado, responsabiliza cada um dos progenitores a definir e combinar com o outro o melhor para a criança.

10.10.07

Incumprimento

Esta é uma das situações mais comuns nas famílias monoparentais. Incumprimento significa não pagar as pensões de alimentos acordadas judicialmente. Então, o que fazer? Em primeiro lugar, dar conta da situação ao Tribunal de Família e Menores para accionar um processo. Depois, espere entre 6 meses a 3 anos. Se a outra parte tiver rendimentos e emprego, terá que repôr os valores em dívida e ser-lhe-á descontado no ordenado mensal o valor da prestação. Em segundo lugar, tenha muita paciência e não tente justificar-se. Não responda a ameaças, não ameace, não mencione despesas específicas, não desperte situações passadas. Evite a todo o custo resolver as coisas sozinha(o). Fale com outras pessoas que a(o) ajudem mas afaste-se dos maldizentes. Em terceiro lugar, se conseguir tratar de tudo civilizadamente, sem recurso a tribunal e advogado, seja muito racional e amigável. Esta última opção é sempre a melhor para todos. Deveria estar em primeiro lugar mas, infelizmente, quando se trata de dinheiro as pessoas tornam-se irracionais e utilizam todas as armas de que dispõem para travar esta guerra desgastante e sem volta atrás.

6.10.07

Inspira... Expira...

Clique no título deste post e inspire-se... quem sabe se é a escolhida?

4.10.07

Para quem precisar

Há ainda muitas crianças sem manuais escolares e que precisam urgentemente dos livros mas os pais não podem pagar e a maior parte não tem apoio social. Tenho livros escolares do 1º ao 6º ano. São 5 euros por cada disciplina que revertem para a minha filha, já que, na minha opinião, a caridade começa em casa de cada um e há que fazer algum esforço de entre-ajuda. Anunciem também os vossos livros, roupas, etc nos comentários ou enviem para o email do Yahoo Groups.

2.10.07

Crie uma rede de apoio!

O sentimento de pertença é essencial ao desenvolvimento das crianças e, a meu ver, em especial no que toca aos filhos de pais separados. O pai ou a mãe ausente podem tornar-se em referências difusas por não estarem presentes no dia-a-dia das crianças. Por outro lado, a organização da vida familiar torna-se muito complicada para quem fica a maior parte do tempo com os filhos. Algumas famílias são especialmente sacrificadas por não terem avós disponíveis. Na minha experiência, e já vivi em vários locais, existem sempre pais e mães, amigos e amigas, tios e tias, vizinhos e vizinhas, auxiliares da escola, membros da associação de pais e outros que circulam nos mesmos trajectos e invariavelmente partilham as mesmas necessidades: quem leva e traz? Onde vai ficar até eu chegar? Onde almoça amanhã? Etc, etc Passado o primeiro obstáculo, o da comunicação, há sempre alguém que está disponível e tem todo o gosto em que os nossos filhos andem acompanhados pelos seus ou, por insimplesmente, olha pelas crianças enquanto os pais não chegam. É preciso é observar e contactar as pessoas, tal como os nossos filhos fazem com as outras crianças: naturalmente e com sinceridade. Não tenha receio de pedir favores, pois a seguir há-de ser a sua vez! Crie uma rede de apoio familiar e comunitária e dê aos seus filhos o sentimento de pertencerem a um grupo onde todos se organizam para distribuir tarefas. Como dizia um pedagogo: "Para educar uma criança é precisa uma aldeia inteira".