28.12.07

Números e promessas

Aumentou consideravelmente o número de visitas aqui no MONO! Vamos lá ver quando terei pachorra para ver os papéis de criação da associação. Sei que não falo para o vazio pelo contador de visitantes mas gostava mesmo de ter umas respostas, uns comentários, feedback... Esta será a última mensagem do ano, cheia de optimismo e alegria mesmo em tempos difíceis. Algures há pessoas a reconstituirem as famílias, a ter mais uma criança, a abraçar os filhos, a namorar, a aproveitar os dias de sol depois do Natal. Outras saem de relações tóxicas, divorciam-se, partem para uma segunda ou terceira oportunidade, repartem os cuidados com os filhos e sorriem depois do stress natalício. Apagam os pontos negativos para avançar no sentido de um ano em branco, novinho á estreia. Pensem nisto e prometam só uma coisa, mesmo que vos pareça complicada: "Eu vou continuar a ser feliz!"

10.12.07

Conselhos para poupar

É muito importante saber gerir as contas numa família monoparental. Vamos lá por temas, ver como reduzir a factura: - no supermercado, ter atenção às promoções e não comprar tudo no mesmo sítio Do Lidl ao Minipreço, do Continente ao Pingo Doce, vale a pena ver bem o que se compra, ter cartões de desconto e levar sacos para não pagar mais - em casa, diminuir consumos de energia e água Desligar todos os aparelhos em standby, da televisão à box do cabo, do computador às luzes ligadas sem necessidade, optar por lâmpadas de baixo consumo e comunicar sempre as leituras; desligar o esquentador quando não for preciso e regular a pressão; desligar a água do duche enquanto se ensaboam; estudar bem quais os aquecimentos mais rentáveis (gás, óleo, etc) - telefones verificar se existem operadoras mais baratas e alterar os tarifários (atenção às promoções, umas boas, outras enganosas); realizar os telefonemas estritamente necessários e optar por telefones fixos; os sms e os emails substituem muitas mensagens e saem mais baratos - roupas e calçado oferecer o que já não serve e procurar amigos e amigas com filhos com roupa para dar; deixar o casaco ou as calças mais caras para comprar nos saldos; optar por lojas mais em conta e esquecer as marcas ou adiá-las para a época de saldos; procurar lojas em segunda mão onde se podem encontar coisas boas e pouco usadas de 10 euros a 50 cêntimos!

3.12.07

Formação e reformação do casal

Formação do casal in Revista Máxima Aqui ficam alguns sinais que poderão revelar dificuldades na formação do par, segundo Mcgoldrick & Carter. Mas os mesmos não devem ser encarados como determinantes para um eventual insucesso da relação, há sempre excepções:
  1. O casal encontra-se ou casa pouco tempo depois de uma perda significativa para um dos seus elementos ou para ambos. Um ou ambos querem distanciar-se da família de origem Os backgrounds familiares de cada um são significativamente diferentes (educação, classe social, idade…)
  2. O casal tem fratrias incompatíveis em termos de composição e do seu posicionamento como casal
  3. Reside demasiado perto ou há enorme distância das famílias de origem
  4. O casal é financeira, física ou psicologicamente dependente das famílias de origem
  5. O par casa antes dos 20 ou depois dos 30 anos
  6. Casam-se depois de um conhecimento muito curto ou de um namoro muito longo
  7. O casamento decorre na ausência da família e dos amigos
  8. A mulher engravida antes ou durante os primeiros anos de casamento
  9. Cada um dos elementos do casal tem um relacionamento pobre com os pais e irmãos. Os padrões conjugais das famílias extensas são bastante instáveis – grande número de divórcios ou separações, afastamentos físicos

Fonte: Ciclo Vital da Família, de Ana Paula Relvas (Edições Afrontamento)

29.11.07

Criar uma associação

Vou ao Centro de Emprego e explico que gostava de criar uma associação para famílias monoparentais. A resposta é simpática e imediata: formulários, decretos-lei e contactos para esclarecimento de dúvidas. É possível e desejável. Agora preciso de ajuda, há por aí alguém que perceba disto?

26.11.07

Casa para alugar

Na sexta-feira recebi um telefonema de uma amiga a perguntar se sabia de uma casa para alugar em Algés para uma amiga que se vai separar. Não sei quem é mas a história impressionou-me bastante: "Ela tem que sair dali porque a casa é dele, foi comprada antes de se casarem. O gajo já engravidou outra e continua a ir lá dormir. Aquilo já chegou ao limite e ela quer sair de lá com os filhos..." Primeiro que tudo, atenção a estas saídas repentinas: a casa de morada de família é legamente da família e a lei protege as crianças acima de tudo, portanto, só mesmo em último recurso se deve abandonar a casa. Calma, muita paciência, até assegurar outra casa alugada de preferência. Segundo, este abandono pode vir a ser negativo num processo de divórcio porque se trata de "abandono do lar", de uma decisão em que um dos membros do casal decide não cohabitar com o outro e, assim, quem sai não regressa facilmente. Terceiro, se a decisão estiver tomada levem os vossos filhos. Caso contrário, podem vir a perdê-los na regulação do poder paternal. Recentemente vi um caso destes em que a mãe saíu, arranjou casa, e quando quis ir buscar o filho perdeu a guarda da criança por abandono do lar. Quarto, telefonem a quem vos pode ajudar, não decidam sozinha(o)s situações que podem vir a tornar-se irreversíveis.

23.11.07

Mais um Natal

E este ano, como vai ser? Com a mãe, com o pai?

14.11.07

A Guerra da Pensão de Alimentos

"É a primeira vez nesta escola que recebemos uma declaração do pai a dizer quano paga de pensão de alimentos. Normalmente, recebemos a sentença do tribunal com o valor, a queixa por incumprimento ou uma declaração de quem tem a criança à sua guarda a dizer que não recebe nada....", palavras de um elemento do Conselho Executivo da escola da minha filha. É triste mas as crianças continuam em último lugar nesta guerra que envolve pais, mães e outros familiares; tribunais, advogados e instituições.

13.11.07

Objectivos Monoparentais

Aqui ficam algumas ideias para beneficiar as famílias monoparentais: - majoração do Abono de Família em 50% por cada filho - capitação das contribuições para a Segurança Social de acordo com os rendimentos e despesas do agregado familiar - bonificação dos créditos habitação e incentivo a arrendamento para famílias monoparentais - aplicação de regimes de trabalho em part-time para quem tem os filhos à sua guarda - criação de um serviço de apoio aos agregados monoparentais

31.10.07

Euforia e depressão pós-separação

Como já tinha comentado aqui, após a separação ou o divórcio surgem momentos de euforia e momentos de depressão. Estes últimos são, naturalmente, os piores. Cuidado e calma para: - não perder o emprego - não perder a paciência com os filhos eu sei que é difícil mas acontece e tenho visto situações muio complicadas ultimamente. Falem com o médico e com o pediatra. Se quiserem uma opinião ou partilhar seja o que for, podem sempre fazê-lo aqui anonimamente.

25.10.07

Abono de Família

Depois de ler uma grande reportagem sobre os apoios à natalidade tipo "tem filho, ganha prémio", fico chocada com a ausência de políticas para as famílias monoparentais. Acho muito bem que as pessoas recebam prémios de natalidade mas, nesta altura do campeonato, não me parece que seja por aí. Afinal de contas, o prémio, o tal abono pré-natal e sucedâneos tem fim. E depois? Só a partir do terceiro filho é que os abonos aumentam, entretanto passam-se anos e muita gente não quer, não pode e não consegue ter 3 filhos. Gostava de saber a quem passou pela cabeça este número 3... Enfim, voltando aos Monoparentais penso que isto devia ter efeitos retroactivos. Se eu tive uma filha há 12 anos, a educo para ser uma cidadã de pleno direito, onde está o meu prémio? Porque razão, se a minha filha vive só com a mãe, não há-de receber mais do que os que vivem com pai e mãe. É fazer contas senhores! Gasta mais, recebe mais. Ganha menos, recebe mais. Agora pensar em abonos sem pensar nas famílias e nas suas características é imperdoável. Obviamente que não pode existir uma solução para cada caso mas, de qualquer forma, é injusto. E utópico porque poucos chegarão ao terceiro filho e, se seguirmos a tendência do Reino Unido onde dois terços dos casamentos duram menos de 10 anos, a quantidade de famílias monoparentais vai continuar a aumentar. E vão ter mais filhos? Não sei, cada um tem os filhos que entende. Era o que faltava termos filhos por razões numéricas, na meta dos 3... No Reino Unido, por estas razões, as famílias monoparentais têm acesso a um subsídio mensal, vagas em creches e escolas e até lugares de estacionamento.Por outro lado, é dos poucos países da União Europeia onde a licença de parto não existe. Discutível mas inegável que o objectivo é proteger as crianças e dar bem-estar às famílias e não somar números irrealizáveis. 3 filhos, escalão tal, abono x ou y? Eu até posso ter 3 filhos mas só os posso ter comigo no primeiro ano, depois devolvo-os ao ministério.

17.10.07

Visitas e fins-de-semana

Como se definem as visitas, fins-de-semana, férias, Natal, etc? Digam-me vocês, porque só posso partilhar a minha experiência: não temos nada definido, no papel do tribunal diz simplesmente "visitas livres". Por um lado, dá trabalho combinar as coisas e um dos lados tem que abdicar de alguns períodos, especialmente o do Natal que é o mais sensível. Por outro lado, responsabiliza cada um dos progenitores a definir e combinar com o outro o melhor para a criança.

10.10.07

Incumprimento

Esta é uma das situações mais comuns nas famílias monoparentais. Incumprimento significa não pagar as pensões de alimentos acordadas judicialmente. Então, o que fazer? Em primeiro lugar, dar conta da situação ao Tribunal de Família e Menores para accionar um processo. Depois, espere entre 6 meses a 3 anos. Se a outra parte tiver rendimentos e emprego, terá que repôr os valores em dívida e ser-lhe-á descontado no ordenado mensal o valor da prestação. Em segundo lugar, tenha muita paciência e não tente justificar-se. Não responda a ameaças, não ameace, não mencione despesas específicas, não desperte situações passadas. Evite a todo o custo resolver as coisas sozinha(o). Fale com outras pessoas que a(o) ajudem mas afaste-se dos maldizentes. Em terceiro lugar, se conseguir tratar de tudo civilizadamente, sem recurso a tribunal e advogado, seja muito racional e amigável. Esta última opção é sempre a melhor para todos. Deveria estar em primeiro lugar mas, infelizmente, quando se trata de dinheiro as pessoas tornam-se irracionais e utilizam todas as armas de que dispõem para travar esta guerra desgastante e sem volta atrás.

6.10.07

Inspira... Expira...

Clique no título deste post e inspire-se... quem sabe se é a escolhida?

4.10.07

Para quem precisar

Há ainda muitas crianças sem manuais escolares e que precisam urgentemente dos livros mas os pais não podem pagar e a maior parte não tem apoio social. Tenho livros escolares do 1º ao 6º ano. São 5 euros por cada disciplina que revertem para a minha filha, já que, na minha opinião, a caridade começa em casa de cada um e há que fazer algum esforço de entre-ajuda. Anunciem também os vossos livros, roupas, etc nos comentários ou enviem para o email do Yahoo Groups.

2.10.07

Crie uma rede de apoio!

O sentimento de pertença é essencial ao desenvolvimento das crianças e, a meu ver, em especial no que toca aos filhos de pais separados. O pai ou a mãe ausente podem tornar-se em referências difusas por não estarem presentes no dia-a-dia das crianças. Por outro lado, a organização da vida familiar torna-se muito complicada para quem fica a maior parte do tempo com os filhos. Algumas famílias são especialmente sacrificadas por não terem avós disponíveis. Na minha experiência, e já vivi em vários locais, existem sempre pais e mães, amigos e amigas, tios e tias, vizinhos e vizinhas, auxiliares da escola, membros da associação de pais e outros que circulam nos mesmos trajectos e invariavelmente partilham as mesmas necessidades: quem leva e traz? Onde vai ficar até eu chegar? Onde almoça amanhã? Etc, etc Passado o primeiro obstáculo, o da comunicação, há sempre alguém que está disponível e tem todo o gosto em que os nossos filhos andem acompanhados pelos seus ou, por insimplesmente, olha pelas crianças enquanto os pais não chegam. É preciso é observar e contactar as pessoas, tal como os nossos filhos fazem com as outras crianças: naturalmente e com sinceridade. Não tenha receio de pedir favores, pois a seguir há-de ser a sua vez! Crie uma rede de apoio familiar e comunitária e dê aos seus filhos o sentimento de pertencerem a um grupo onde todos se organizam para distribuir tarefas. Como dizia um pedagogo: "Para educar uma criança é precisa uma aldeia inteira".

29.9.07

"Um pequeno grande amor"

Um livro de Fátima Lopes sobre as consequências negativas e positivas! do divórcio nas crianças.

25.9.07

Conversas à frente das crianças

Muitos pais e mães, a que se acrescentam avós, restante família e amigos, não resistem a fazer as suas críticas ao ex. Umas vezes é o motivo da separação, outras a falta de pagamento das pensões de alimentos, outras a nova vida do elemento que saiu de casa, e outras ainda os pormenores sórdidos alimentados até á exaustão. Inicia-se assim uma guerra onde os dois lados iniciais reunem um verdadeiro exército de apoio às suas várias batalhas. Envolvidos em acessas discussões, os adultos esquecem o que lhes é mais importante: os filhos do casal. As crianças e os adolescentes absorvem tudo o que se passa, a maior parte das vezes sem perceber a relação causa-efeito tão óbvia e justificada para os mais velhos. Como esponjas do mar, aumentam e diminuem de tamanho à medida dos acontecimentos que lhes inundam ou secam as emoções conscientes e insconscientes. É o pai que não paga a pensão, é a mãe que está louca, é a casa que ainda não se dividiu, é o futuro que se promete de mochila ás costas para fins-de-semana que terminam em interrogatórios minuciosos, são as atitudes e comentários empolados dos dois lados dos campos de batalha. Já pensaram no que isto pode trazer de mau aos nossos filhos? Serão eles mais tarde capazes de estabelecer relações estáveis e mentalmente equilibradas? Eu sei que é difícil e só sabe quem passa por elas. Deixo aqui dois avisos (e não conselhos): afastem-se de quem parece que vos apoia mas só alimenta a amargura de uma separação e aproximem-se dos vossos filhos, não perdendo de vista que uma família separada continua sempre a ser uma família.

22.9.07

Abono de Família

Todas as crianças têm direito ao abono de família, independentemente das contribuições dos pais para a segurança social. Ou seja, mesmo que os pais não tenham efectuado os descontos, as crianças nunca deixam de receber o abono de família. Esta medida foi tomada pelo ex-ministro Bagão Félix em 2004, penso eu. Embora não seja das minhas opções políticas, louvo este homem que tornou possível distinguir entre as necessidades das crianças e as obrigações contributivas dos pais, cumprindo o que está estabelecido na Constituição da República Portuguesa e em todos os tratados e declarações europeias e mundiais ractificados por Portugal. Assim, como diz o meu cunhado "uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa". Peçam o abono de família para as vossas crianças e não receiem por alguma dívida vossa. A pergunta partiu de uma amiga "mono"... Inês, mais esclarecida?

21.9.07

Visitante nº 100

O Blog atingiu hoje as 100 visitas. É bom mas não chega. E os blogs não permitem grande participação, por isso, lembro que o grupo com link no fim de página está aberto a todas as pessoas que queiram comentar, as votações são anónimas e de certeza que há muitas histórias tristes e outras felizes para contar... vá lá!

20.9.07

Roupas e sapatos

Os nossos opostos, as famílias numerosas têm um site muito interessante onde colocam anúncios de oferece-se e precisa-se. Uma senhora do Porto respondeu ao meu anúncio de "oferece-se roupas e sapatos" e pede-me para lhos enviar e paga os portes de correio. Ora, eu entretanto já ofereci o que tinha e agora estou num dilema de consciência, pois esta mãe está desempregada e precisa mesmo de ajuda, tem 3 ou 4 crianças de várias idades. Alguém do Porto, ou de outro local, pode colaborar?

17.9.07

Vítimas

Inscrevi-me como voluntária da APAV (Associação de Apoio à Vítima). Não aprecio especialmente a palavra "vítima" mas, parece-me importante defender os direitos das pessoas e o conceito é tão abrangente que deixo aqui o link para quem estiver interessado em esclarecer ou participar.

16.9.07

Livros escolares mais baratos

Aqui podem vender os livros de que já não precisam e adquirir outros com cerca de 75% de desconto. Os livros custam á volta de 5 euros cada. Não é só pelo preço, o ambiente agradece.

Sozinha em casa

Talvez já se tenham deparado com esta situação. Surge um convite para uma festa e não temos com quem ir. Principalmente para as mulheres que culturalmente não saem sozinhas, torna-se difícil comparecer. Com quem vou, como vou, como vou ser vista? São FAQ (questões frequentes). Distribuídas as crianças, dissolve-se o entusiasmo e desistimos de ir.

4.9.07

Regresso ás aulas

Caros "Mono", Adicionei uma sondagem no grupo do yahoo (ver link no final da página), por favor participem! Só podem votar uma vez e a votação é anónima.

3.9.07

Dificuldades de Comunicação

O que eu digo pode não ser o que tu pensas que eu disse, ou o que eu penso que disse pode não ser o que tu pensas que eu disse... isto significa que, mesmo a escrever, surgem dificuldades de comunicação. Os comentários do RS, que agradeço, são bem-vindos, como todos os outros. Este blog pretende discutir temas das famílias monoparentais e não exclui ninguém, solteiros, casados, altos, baixos, magros ou gordos! Este tema das dificuldades de comunicação é um dos que me merece mais atenção. Saber falar, escrever, ouvir, compreender, põr-se no lugar do outro. O nosso pior inimigo é o silêncio, penso eu. Quando se instala dispara o sinal de alarme. Por outro lado, há silêncios partilhados que remetem para uma comunicação em sintonia completa. E isso é muito bom. Então porque é que os ex continuam a discutir, a acusarem-se? Talvez porque, como o RS e eu não nos entendemos na troca de comentários, haja dificuldades de comunicação entre homens e mulheres que dependem do facto de se tratarem exactamente de sexos distintos.

2.9.07

Monos no Hi5

Junta-te ao clube!

Mais uma "Mono"

A minha vizinha do prédio ao lado acabou de entrar para o clube... Será que isto se pega? Ora te separas tu, ora me separo eu... Quanto ao comentário de RS (quem será?), não se fala aqui de monogamia. As pessoas não se separam forçosamente por causa de terceiros... e nem sempre são vítimas da vontade do outro, isto é, a minha vizinha é que pediu ao marido para se ir embora por várias razões, não por causa de uma qualquer troca de elementos. Está sozinha e tem passado bem, obrigada!

24.8.07

1+1=3?

A fórmula que poucos conseguem resolver: (mãe ou pai)+filho=novo elemento na família? Passo a explicar as razões óbvias desta dificuldade de as famílias monoparentais virem a integrar um novo elemento na família. Depois da separação, as fases sucedem-se 1 - Alívio (acabaram as discussões) 2 - Depressão (a solidão entra em cena) 3 - Euforia (posso fazer o que bem entender) 4 - Melancolia (talvez ainda fosse possível pois relembram-se os bons momentos) 5 - Evolução (um dia de cada vez; surgem novos interesses) 6 - Manutenção (o tempo ajuda muito nesta fase) 7 - Aceitação (é a vida, como diria o outro...) Alguns atravessam este deserto pleno de emoções, outros avançam e recuam, outros ainda ficam "presos" numa das fases. Vamos, então, ao tal terceiro elemento, muito aguardado pelas mulheres, menos pelos homens. Os números dizem que os homens aqui ganham vantagem e encontram nova companheira rapidamente, as mulheres, a maioria com os filhos a cargo e mais dadas ao fado cultural da sua desgraça, têm mais dificuldades. Porquê? E para ambos, as fases correspondentes: 1 - Não se aproximem 2 - Não sei viver sózinha(o) 3 - Vamos à caça! 4 - Ninguém me quer porque se estou só é porque devo ter muitos defeitos... 5 - Afinal há muita gente que não conheço e muita coisa que posso fazer, lugares onde ir, etc 6 - Instala-se a rotina, quebra-se de vez em quando e tudo parece correr bem 7 - Afinal não se morre disto e sinto-me bem É nesta fase 7 que se pode pensar no tal terceiro elemento. Com calma. Não corram o risco de voltar à "casa de partida" sem receber o que merecem.

15.8.07

Famílias de acolhimento para estudantes estrangeiros

A AFS procura famílias que queiram receber um/uma estudante estrangeiro(a) em sua casa. Esta associação inclui as famílias monoparentais, sem qualquer tipo de discriminação, até como uma mais-valia para alguns dos candidatos. Na minha opinião, para quem tem filhos à sua guarda, estas experiências podem ser boas porque: 1. promovem o contacto com outras culturas, 2. a família ganha mais um elemento, 3. mais tarde, podem ser os nossos meninos a participar e abrir os seus horizontes. Participem!

14.8.07

Provocações - Dá-se bem com o(a) seu(sua) ex?

- Sim, muito bem, entendemo-nos perfeitamente - Sim, mas vê-se que ficou algo por resolver - Mais ou menos, depende das situações - Não, estamos sempre em conflito - Não, não temos nada a ver um com o outro, não sei como foi possível estarmos juntos . Escolha a sua resposta ou participe no grupo de discussão abaixo (link).

10.8.07

O estigma dos monoparentais

Verdade ou mentira? - as mães dizem mal dos pais - os pais dizem mal das mães - as mães desleixam-se e andam sempre a queixar-se - os pais esquecem-se dos filhos e passam a solteirões conquistadores - as mães não deixam os filhos estar com os pais - os pais deixam os filhos com os avós e vão sair à noite - os amigos deixam de convidar para jantares - os casados evitam-nos, com medo da concorrência - outros, adoptam-nos cheios de pena da nova situação e porque gostam da "mascote"

7.8.07

Férias monoparentais

Que bom poder passar 3 semanas de papo para o ar, praia, descanso e brincadeiras com a minha filha! Agora está com o Pai, sem nada combinado com muita antecedência. Telefonar meia-hora antes para assar o frango e almoçarmos todos na Costa alentejana. Modernices, diriam alguns... para nós, é o continuar de relações que não se apagam com divórcios ou separações, adaptam-se com o passar do tempo, o enterrar dos "machados de guerra", a necessidade de apoio e, sobretudo, o crescimento saudável dos nossos filhos! Para outros, as férias são um problema. Um mês aqui, um mês ali, pai, mãe, padrasto, madrasta, malas, datas, confusões. Vá, contem lá! Quem vai para onde? A mãe ameaçou não deixar? O pai não quer saber? É normal, não devia ser mas é e vale a pena comparar com outros casos. Novamente, convidei uma data de gente para a Mono. Só visitas não vale, ou tenho que regular o poder de blogar?

18.7.07

Então? Não vão dar a desculpa de não ter tempo...

Caros Mono e simpatizantes, Vamos lá sair da conchinha e participar. Uma informação importante para quem tem filhos em idade escolar: para aém dos apoios do SASE, as famílias monoparentais têm direito a mais 20% de abatimento aos rendimentos declarados para o apoio social escolar.

14.7.07

Estatutos da Mono

Olá, 11 visitas! Dentro em breve, vou "oficializar a Mono" e preciso de 25 assinaturas. Há com certeza 25 de vocês, entre amigos e conhecidos, que podem subscrever este projecto. Basta enviarem um email para aqui ou para o grupo de discussão em baixo e remeto-vos as orientações e os estatutos para lerem antes de assinarem, combinado?

9.7.07

A Família na Constituição

Constituição da República Portuguesa Art. 67º Família
1 A família, como elemento fundamental da sociedade, tem direito à protecção da sociedade e do Estado e à efectivação de todas as condições que permitam a realização pessoal dos seus membros.
2 Incumbe, designadamente, ao Estado para protecção da família:
a) Promover a independência social e económica dos agregados familiares;
b) Promover a criação e garantir o acesso a uma rede nacional de creches e de outros equipamentos sociais de apoio à família, bem como uma política de terceira idade;
c) Cooperar com os pais na educação dos filhos;
d) Garantir, no respeito da liberdade individual, o direito ao planeamento familiar, promovendo a informação e o acesso aos métodos e aos meios que o assegurem, e organizar as estruturas jurídicas e técnicas que permitam o exercício de uma maternidade e paternidade conscientes;
e) Regulamentar a procriação assistida, em termos que salvaguardem a dignidade da pessoa humana;
f) Regular os impostos e os benefícios sociais, de harmonia com os encargos familiares;
g) Definir, ouvidas as associações representativas das famílias, e executar uma política de família com carácter global e integrado

8.7.07

Propostas

Entre outras coisas, penso que as famílias monoparentais deviam: - ter mais dias de assistência aos filhos em caso de doença (de 14 para 30 dias anuais sem limite de idade dos filhos) - receber o dobro do abono de família, visto que se trata de um contribuinte com dependentes e não de um casal - ter uma assistência social adequada, com actualização da situação familiar como, por exemplo: actualização da regulação do poder paternal, fiscalização do pagamento das pensões de alimentos dos menores e acompanhamento social e psicológico da família Até quando vamos continuar sós? Até quando vamos "aguentar o barco" e ser estigmatizadas pela sociedade? Até nos começarmos a mexer, a fazer alguma coisa.

1.7.07

O tempo não nos dá tempo

Após alguns convites, toda a gente responde o mesmo: não tenho tempo... Eu também não tenho esse luxo de ter tempo para dedicar tempo a blogues e outros que tais, por isso, ingénua, pensei que fazendo uns convites, dava uns minutos por semana a cada participante. Mas, como diz o Manuel João Vieira: "Só desisto se for eleito"(a)! Hoje visitei o grupo de discussão que criei, tudo na mesma. No grupo americano há 257 mensagens novas! Ok, é um país enorme, ok, eles falam á brava na net e têm outro estilo de vida. Mas, se ninguém começa, isto não arranca, ai não arranca não...!

14.6.07

Campanha de angariação de novos "mono"

E chegou o grande dia... após vários contactos e pesquisas na net, vou criar um esquema piramidal e alargar a participação no blog aos demais interessados(as). Para isso, basta colocar um comment com o vosso email, sujeito a aprovação da candidatura, está claro!!! e vamos alargar a comunidade de famílias monoparentais. Vá, desabafem! Falem dos vossos rebentos, dos vossos desalentos, dos vossos talentos e outros entos que estão presos, encarcerados, acorrentados... Soltem-se (salvo seja)! Bem vindo(a)s!

22.5.07

"Presas fáceis", "Pacotes completos" e "Famílias instantâneas"

Alguém quer comentar? Perdi o texto mas prometo voltar ao assunto, em breve!

7.4.07

Ora bem, ora mal

Sem querer, andei anos a pensar nisto. Criar uma ponte onde todos os pais e mães monoparentais pudessem trocar ideias e apoiar-se. As famílias numerosas deram o primeiro passo e, com isso, conseguiram uma série de privilégios e notoriedade. Porque não, nós os monoparentais? Por falta de tempo, por estigma social? Oiço cada conversa sobre o divórcio, o fim-de-semana de 15 em 15 dias, a pensão, a falta de dinheiro, de tempo, de atenção. Lamúrias sobre lamúrias. Há pouca felicidade nestas conversas e muitos ressentimentos, é pena. Ninguém gosta de se separar dos filhos, dos amigos, dos familiares, é um facto. Mas todos temos o direito de ser felizes. Eu sou. E vocês, desse lado, digam qualquer coisa! (sem lamúrias, por favor)